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Esqueceu a Senha?

Capítulos (1 de 2) 10 Jan, 2019

Capitulo 0.1 – Apenas mais um dia

Parte 1

Num liceu na Alemanha, depois da manha do ultimo dia de aulas os alunos se preparam para ir almoçar. Como sempre há aquela confusão nas filas para chegar primeiro, uns para pegar o prato mais cheio outros apenas para adiantar serviço. Nessa confusão um rapaz de aparência frágil é empurrado e dá um encontrão num delinquente juntamente com o seu grupo. Todos os delinquentes tinham um ar agressivo e usavam um casaco luxuoso em pele.

-Então seu merda, não tens olhos na cara? – Perguntou um dos delinquentes que era líder do grupo, com ar assustador.

-Não foi por mal desculpe é que me empurraram! - Diz o rapaz enquanto olha para ele apavorado porque sabia que aquilo não iria terminar bem.

O delinquente apercebeu-se do pavor do rapaz e tirou proveito disso.

-Ah então e tu vieste contra mim, tens o chão para que?! Era melhor teres ido parar ao chão! – Disse o delinquente com um sorriso cínico estampado na cara.

O rapaz pensou em não responder mas depois de ver a cara de cínico do rufia ele resolveu dar uma resposta…

-Isso não parece ser uma boa ideia, visto que iria-me magoar – disse seguindo com um sorriso nervoso.

-Pois então advinha, vais-te magoar de verdade agora! – Gritou o delinquente cheio de raiva após ter confundido o sorriso do rapaz com uma provocação.

Este pega o rapaz e atira-o para as mesas da cantina, os outros alunos que estavam na fila afastam-se aterrorizados com a cena e por medo meterem-se na confusão.

-Então achas-te espertinho não é mesmo! Então mostra-me o que vales o que achas?! – Grita o delinquente já tirando a mochila e o seu casaco de “luxo” que ele usa sempre como tema de engate.

O rapaz levanta-se todo dorido no meio das mesas e apercebe-se que não iria sair dali inteiro se não terminasse com aquela situação rapidamente.

-Qual é a necessidade disso? Eu não quero lutar, eu já pedi desculpas! – Falou o rapaz.

<< Realmente…acho que não vou perder o meu tempo com esse merdas>>, pensou o rufia com um ar desapontado.

No momento que o delinquente ia pegar no casaco novamente, um dos companheiros no grupo chegou-se a frente dele extremamente chateado com o desfecho da situação…

-Se tu realmente pedes desculpas porque não o fazes de joelhos e com a cabeça bem colada ao chão? – Perguntou um membro do grupo de delinquentes, com uma expressão de repugnância para o rapaz.

Entretanto chega uma rapariga bem relaxada da vida, que aproveita confusão e passa por toda a gente da fila. Ela olha para o rapaz que estava contra aqueles quatro bestas com um olhar desaprovação e simplesmente segue até a banca das sobremesas, onde estava uma senhora a tentar entrar em contacto com direção do liceu.

-Olá boa tarde, Dona Mali tudo bem? – Disse a rapariga, com uma cara de anjo.

-Olá Stephanie estou ótima querida, olha será que você pode dar um jeito nessa confusão?

Stephanie volta a olhar para aquela confusão e vira-se desapontada para a Dona Mali.

-Infelizmente não, eu já não faço parte do comité da associação de estudantes, se eu intervir nisso vou terminar em problemas…

-Que pena… esses rapazes não tem qualquer tipo de educação, quando estavas lá não havia esse tipo de problema porque cortavas o mal pela raiz. – Disse a Dona Mali, desistindo de fazer a tal chamada e suspirando de frustração.

-Pois era, mas de qualquer das maneiras a minha amiga já deve estar ai a chegar para tratar disso. – Disse Stephanie, entre risos.

-Ela que corra senão nem ossos vão sobrar para contar a história daquele rapaz. – Afirmou a Dona Mali, em voz baixa.

-Relaxe vai correr tudo bem, agora uma perguntinha mais importante, sempre comprou aquela delícia para mim? – Perguntou Stephanie com um brilho vivido nos olhos.

-Claro! – Exclamou a Dona Mali, enquanto pegava algo do frigorífico.

-Aqui tens querida, uma caixa com dois pastéis de natas importadas de Belém.

-Nossa que maravilha! Muito obrigada Dona Mali, você é um anjo. Quanto que lhe devo? – Falou a Stephanie, extremamente radiante com a caixa.

-Desta vez é por conta da casa, é um presente de despedida. – Disse a Dona Mali, com um sorriso forçado a tentar disfarçar a tristeza do momento.

-Oh não precisava, muito obrigada Sra. Mali! Eu irei ter muitas saudades suas e dos seus pastéis… - agradeceu Stephanie, também com um ar triste.

-Eu também querida… Bom mas o melhor que tens a fazer agora é ir comer isso – disse a Dona Mali, mudando rapidamente aquele clima triste que estava a crescer ali.

-Mas é que é já de seguida, adeusinho!

Stephanie procura um lugar para sentar-se naquela cantina que já não tinha ordem nenhuma. Ela encontra um cantinho que ficara a duas filas da confusão.

O rapaz ainda estava naquela situação horrível. Ainda por mais após ouvir aquilo engoliu a seco… viu que aquela confusão estava longe de acabar. Ele olha em volta, vê aquela gente toda e pensa em tudo que aqueles rufias lhe fizeram durante o ano todo e pensa também na humilhação que seria se ele ajoelha-se para eles perante aquela gente toda. Seria simplesmente mais um “cromo” que sofreu bullying e que não fez nada para se defender. O rapaz levanta-se, limpa o pó da roupa e inspira profundamente.

-Sendo assim prefiro apanhar, eu já estou farto de gentinha como vocês que não valem nada. Gentinha que existe apenas para atormentar pessoas indefesas no seu cantinho. Eu nunca irei-me ajoelhar para vocês seus LIXOS! – Expressou o rapaz, com toda a raiva que tinha já acumulado desses delinquentes.

O delinquente deixou novamente o seu casaco e ficou olhando admirado pelas palavras do rapaz, foi a primeira vez que alguém tinha tido tal coragem para lhe enfrentar.

-É isso mesmo puto, mostra-me do que és capaz pois eu vou ter todo o gosto em moer-te na porrada. – Disse o delinquente, avançando no rapaz com uma expressão de excitação.

E a cantina torna-se num ringue de UFC.

Entretanto chega uma rapariga alta com claros sinais de fúria e um rapaz mestiço do comité para terminar com aquela confusão que ali havia.

A rapariga mete-se entre os delinquentes e do pobre rapaz, enquanto o outro moço do comité tentava perceber se estava tudo bem com a vítima.

-Já chega dessa palhaçada aqui! Vocês querem ser castigados no último dia? – Perguntou a rapariga furiosa com a situação.

-Ah? Quem convidou o comité da treta para aqui? Vocês de novo Susy e Pablo… Não vos ensinaram que não se deve meterem-se onde não foram chamados?! – Disse um dos rufias que claramente queria arranjar mais confusão do que já havia.

-Poupa-me eu tenho mais do que fazer do que falar com vocês? Eu ordeno que vocês parem imediatamente! – Exclamou a Susy com agressividade.

-E o que raios vocês vão fazer se eu não parar? – Perguntou o líder do grupo com um tom desafiador para a Susy.

-Eu não queria levar por esse caminho, mas eu hoje não estou lá muito bem-disposta. Vocês não iriam gostar de ver. – Afirmou Susy tirando os óculos com uma cara ameaçadora, enquanto o Pablo já estava a estalar os dedos.

O líder do grupo estava tão irritado que já queria deitar tudo a perder, ele já não queria saber que ia ser punido ou não. Ele olhou nos seus companheiros e esses pareciam também estar na mesma situação.

-Quero ver isso, eu e os rapazes não aceitamos ameaças de qualquer um sabiam? Eu sou uma pessoa que não tem problemas nenhuns entre géneros, então se ficares no meu caminho, vais apanhar também! – Afirmou o líder.

Susy fica a olhar para eles, a tentar perceber as intenções deles e também a estudar uma forma de terminar esse problema o mais rápido possível. Mas ela simplesmente fartou-se de pensar, o dia não estava a correr da melhor forma e ela precisava de descontar alguma raiva.

-Pois muito bem que seja! – Disse a Susy avançando para cima deles juntamente com o Pablo.

A confusão fica pior do que já estava.

Stephanie que estava a ver tudo enquanto comia os seus pastéis, vê que aquilo estava a torna-se caótico de mais. Então finalmente resolve ir lá para ver se acalmava a situação. Ela tinha algum receio de intrometer-se, pois da última vez que ela meteu se numa confusão parecida, quando ainda era membro do comité, as coisas não acabaram muito bem. Tanto que ela acabou sendo expulsa do comité, por uso de violência excessiva.

Mas para ela ficar descontraída foi para lá a comer um pastel.

-Então pessoal, até no último dia de aulas? Dá para parar com essa treta sem sentido? – Perguntou a Stephanie no relaxo comendo o seu pastel.

O líder enfurecido olha para a Stephanie com aquela atitude relaxada e aproxima-se dela.

-Quem é que tu pensas que és para vir aqui dar ordens? Põe-te daqui para fora antes que sobre para ti.

Stephanie ainda no relaxo leva o último pedaço do pastel á boca ignorando totalmente as palavras do rufia, o que o irritou ainda mais.

O rufia dá uma tapa na mão dela que fez que o pedaço de pastel cair.

Susy e Pablo ficam apavorados ao ver aquela cena…

A Stephanie fica fixada no pedaço que caiu no chão.

-Hei Stephanie querida por favor, ignora isso não faças nada a esse otário… - Disse a Susy com um sorriso forçado para a Stephanie. Mas já era tarde…

-Qual é o teu nome? – Perguntou a Stephanie, sem fazer contacto visual com o rufia.

-Pra que? Vais apresentar queixa porque mandei o teu pastélzinho ao chão? O meu nome é Martin…Martin Baasch. – Disse o líder rindo da situação.

-Muito bem Martin, agora pergunta importante, alguma vez apanhas-te aserio de alguém? – Perguntou a Stephanie com um olhar assustador, olhando diretamente nos olhos do Martin.

Martin viu que a Stephanie não estava para brincadeiras mas rapidamente encarou-a como um desafio.

-Na verdade está para nascer alguém que me meta medo – disse Martin com tom confiante.

-Neste caso será uma honra… - murmurou a Stephanie.

-Do que estas a falar miúda, eu já te disse para desapareceres daqui! – Gritou o Martin.

No momento que ele fecha a boca, leva um soco na cara que o fez perder os sentidos.

-Ó minha nossa, lá vamos de novo… – disse o Pablo levando as mãos á cara.

Rapidamente ao ver Martin a cair no chão, os outros membros do grupo avançaram na Stephanie mas também acabam apanhando uma surra avassaladora. Os três já estavam num estado tão lastimável que a Susy e o Pablo tiveram de ir segurar a Stephanie.

-Eu vou acabar com a vossa raça, seus incompetentes! – Gritava a Stephanie enquanto a Susy tentava acalmar-lhe sem sucesso.

-Já chega Stephanie vais acabar em problemas novamente!

No momento que a Susy termina a frase, a presidente do comité chega no refeitório.

-Stephanie Issa, Martin Baasch, Susy Bäumler e Pablo Kittel para o “gabinete” já! – Gritou a presidente.

Parte 2

Beatrix Muller, filha do diretor do liceu SKÜ e também presidente do comité da associação de estudantes. Ela era conhecida por ser uma mulher assustadora e extremamente controladora, dai toda a gente do liceu temia ser chamado para o “gabinete”, que parecia mais uma sala de tortura do que um gabinete.

Ali estava a Stephanie e os restantes membros que envolveram-se naquela confusão, com os olhares fixados no chão, pareciam a temer pela vida, enquanto Beatrix estava sentada na sua mesa olhando para eles como se fossem insetos enquanto pressionava freneticamente o botão duma caneta.

-Vocês são algum tipo de animais irracionais? – Perguntou agressivamente, atirando a caneta que ficou feita num oito no chão.

Ninguém respondeu… Até mesmo o “grande” Martin que a pouco estava cheio de atitude, agora parecia que os papéis se inverteram, parecia um cachorro aterrorizado.

-Até no último dia, vocês conseguem por em risco a reputação do nosso liceu! Realmente, vocês são uma vergonha…ainda bem que já estão de saída. – Continuou Beatrix.

-Pedimos imensa desculpa presidente! – Disseram simultaneamente!

Beatrix olha para os quatro atentamente e manda Martin embora, visto que esse já era um caso perdido.

Martin sai e fecha a porta lentamente. Nesse momento o clima fica pior do que já estava. Susy e Pablo trocam olhares enquanto esperam o que iria acontecer a seguir.

-Stephanie! Podes explicar-me o que raios estavas a fazer ali? – Perguntou Beatrix enquanto dava voltas pelo gabinete.

Stephanie estava claramente arrependida de ter-se envolvido naquela confusão mas ao mesmo tempo algo tinha que ser feito a aqueles delinquentes.

-E-eu!? Eu fui simplesmente almoçar como toda a gente foi…- Explicou Stephanie.

-Serio? Então explica-me como é que te foste envolver no trabalho do comité. E como se isso não basta-se novamente foste pela violência, eu não sei se lembras-te mas foi por causa disso que perdes-te o teu cargo como membro do comité. – Disse seriamente Beatrix.

-Em minha defesa eu nem queria ir meter-me naquilo, eu fui tentar acalmar os ânimos e aquele cabrão mandou o meu pastel para o chão.

-Francamente…por causa de um pastel. Enfim podes sair, eu já estou farta das tuas tentativas fracassadas de ser uma heroína da pátria! Mas eu vou-te contar um segredo! Tu não és ninguém para fazeres justiça com as tuas próprias mãos! – Disse Beatrix com uma certa raiva.

Stephanie magoada com tais palavras levanta-se, deixa o gabinete e bate violentamente a porta.

Susy e Pablo ficam chocados com a cena enquanto Beatrix calmamente senta-se na sua cadeira de executiva.

-Agora nos, caros representantes…O que raios aconteceu ali? – Perguntou de uma forma formal a Susy e a Pablo.

Enquanto isso, Stephanie foi á casa de banho passar a cara por água para tentar aliviar aquela frustração toda e tentar aliviar as fortes dores de cabeça que ela sentia. Desde de muito nova ela tinha esse problema, não importa o tipo de esforço que ela fizesse, o minino que seja ela iria sentir essa forte dor de cabeça. Era uma coisa muito curta, não durava mais do que uma hora mas era o suficiente para deixar-lhe desorientada.

Cinco minutos depois entra a Susy, frustrada devido ao “puxão de orelha” que levou da Beatrix.

-Então Steph, tudo bem? Saíste de lá com uma violência parecia que querias matar alguém – Perguntou Susy quanto ajeitava o seu cabelo em frente do espelho.

-As vezes dá-me vontade de pegar aquela Beatrix e mandar-lhe escada abaixo! – Confessa Stephanie, enquanto secava a cara.

-Credo! Ela pode ser uma vaca, mas não acho que ela mereça tão mal assim…- Disse Susy com um tom de desaprovação.

-Olha é o seguinte, eu sei que estas bastante chateada com a esta treta toda por isso que achas de iremos dar uma voltinha? Que se lixe o resto das aulas, são só duas mesmo. – Disse Susy sorridente enquanto abraçava Stephanie.

-Eu não sei…eu já estou farta de confusões, eu tenho quase a certeza que a Beatrix vai querer saber o porque de não ter-mos aparecido às aulas. – Disse Stephanie com certo receio.

-Deixa ela para lá, daqui a 24 horas ela já não manda em nada, alem disso vamos lanchar uns pastéis o que achas? – Perguntou Susy com sorriso de quem tinha a sua presa na mão.

-Sendo assim, eu não posso disser que não a isso vamos embora! – Disse Stephanie animada com a ideia! 

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