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Esqueceu a Senha?

Capítulos (1 de 4) 05 Jul, 2024

Capítulo 2

CAPÍTULO 2


        Uma semana, Gus, Kamy, Salvatore Squonk, May e a filha de Druss, Harley Druss partiram para Awden a procura de pistas sobre a ilha perdida de Myder. Mas ao chegarem na cidade, descobriram que a última vez que um navio tinha partido para procurar a ilha, tinha sido há mais de 8 anos.

        Após muitas tentativas, e vários ‘nãos’, eles conseguiram achar um homem que estava disposto a levá-los. O Capitão Kay, um homem de 50 anos, muito experiente, se dispôs a navegar com a equipe. Pelo que descobriram, Kayross comandou uma expedição para Myder, mas quando apenas ele retornou muitas suspeitas do que havia acontecido surgiram. Foi encontrado muito sangue em seu navio, e todo dos tripulantes e dele mesmo. Após investigações, o caso foi arquivado por falta de provas, mas as famílias dos homens que morreram, se convenceram e convenceram outras pessoas, de que Kay era realmente a pessoa responsável pelas mortes.

             A equipe não tinha muitas opções. O histórico de homens que foram e não voltaram era o suficiente pra fazer qualquer marinheiro que eles encontrassem recusar o convite, independente do valor a ser pago. Agora, eles estão a quase 1 mês.


My: - Droga, parece que a gente não chega nunca!


K: - Relaxem, crianças! Jajá vamos chegar.


H: - Tô começando a me arrepender de ter vindo com vocês. Quem garante que esse cara não vai matar a gente, a tripulação dele toda morreu.


K: - Relaxa, sardenta. Se eu quisesse matar vocês, eu tentaria alguma coisa enquanto vocês dormiam.


S: - O senhor deixaria eu dirigir o navio mais um pouco?


K: - Quer dirigir?


S: - Me seria um-um… enorme prazer - Salvatore evitava falar porque tinha vergonha de sua gagueira.


K: - Claro moleque, sobe aí.


S: - O-o-brigado.


K: - Não agradeço, Garoto. A minha esposa e minha filha adoravam pilotar o barco. Sempre tiravam o navio da rota. Mas era muito divertido.


S: - Vo-vo-vo-cê não viaja mais com elas?


K: - Depois que me acusaram de matar a minha tripulação, ela não quis mais saber de mim e nem me deixou ver a garota. Nem sei mais onde elas estão.


H: - Não dá pra dizer que ela não teve motivo.


K: - Porque você não para de me encher o saco, e vai nadar com os tubarões? Ouvi dizer que eles adoram comer uma baleia.


H: - O que você disse?


My: - Calma aí vocês dois, parecem crianças. Cadê o Gus? Ele que devia tá aqui dando uma bronca em vocês.


S: - Tá no convés com a Kamy.


My: - E o que eles estão fazendo lá?


         No convés, Kamy estava deitada no colo de Gus, que acariciava seus cabelos.


G: - Calma, calma.


K: - Droga de mar, maldita hora em que eu aceitei vir com vocês.


G: - Mas foi você que se ofereceu pra vir.


K: - Eu achei que ia ser uma missão divertida, não uma tortura.


            Desde que Gus se lembre, Kamy sempre teve um medo irracional de oceanos, mares, rios e até de lagos escuros. A única vez que ela chegou perto da água foi quando Gus a levou para a praia perto da sua casa, e ela molhou os pés na costa. O que ela jamais imaginaria fazer sem ele.


G: - Relaxa, já já estamos chegando.


K: - Aí, Leãozinho, me tira fora dessas furadas na próxima.


G: - Haha, pode deixar!


           Kamy se recosta no colo de Gus, e adormece. Sempre que estava perto da água, aquele mesmo pesadelo vinha em sua cabeça. Uma criatura tenebrosa, surgia das águas e corria em sua direção. Em desespero, Kamy corria o máximo que podia, mas a criatura sempre a alcançava. Quando ela finalmente acordava.


NO OUTRO DIA


      Logo pela manhã eles avistam a ilha.


Ka: - TERRA À VISTA, MARUJOS!!!


My: - Finalmente!


H: - Essa é a ilha da Morte? Achei que era diferente… mais difícil de se encontrar.


G: - Chegar não é o problema, o difícil é voltar vivo.


         Eles ancoram o navio e descem.


K: - Graças a Deus! Terra firme.


H: - Caramba - Ela pega seu equipamento e começa a anotar informações sobre a viagem e a tirar foto do lugar - Essa deve ser a descoberta da minha vida.


Ka: - Beleza - Ele pega uma arma antiga e coloca no seu coldre, e pega uma grande quantidade de munição e explosivos - Vamos lá pegar o que for que matou meus companheiros.


S: - O que matou seus companheiros?


Ka: - Não sei explicar como eram, eles tinham a pele meio podre e toda costurada, tava escuro então não consegui ver bem. São nojentos e muito fortes. Então se preparem pro pior.


G: - É, acho que sei do que tá falando.


My: - Beleza, então vamos nos dividir pra cobrir mais terreno.


K: - Três duplas.


My: - Aqui - Ela quebra 6 palitos em pares curtos, médios e longos - Vamos decidir na sorte, cada um fica com um.


          Cada um leva seu palito. A primeira dupla é Kamy e Haley, que pareciam feliz de estarem uma com a outra.


K: - Hihi, vem ruivinha, hoje você é minha.


H: - Vai ser divertido.


         A segunda dupla foi formada por Salvatore e Kayross.


Ka: - É… tenho muita coisa pra te ensinar, Garoto.


S: - V-v-vai ser uma hora!


         A última dupla, que não ficou nada contente com a situação, foram Gus e May.


My: - É brincadeira!


G: - Ah não.


My: - Então tá. Vamos fazer o seguinte, ao final do dia temos que estar todos aqui antes do pôr do sol.


H: - Sem problema.


S: - Pode deixar.


My: - Então até daqui algumas horas.


           Os grupos se dividem e cada um parte para explorar um canto da ilha.

         Enquanto exploram a ilha Gus e May conversam sobre a ida dele para Sommerville e sobre o que ele encontrou por lá.


My: - Você já viu alguma das criaturas de que o Kay falou?


G: - Em Sommerville tinham uns caras usando um laboratório pra transformar as pessoas em um tipo de zumbi. Eles eram ligados com um aparelho conectado há uma sifra. Sempre que atingia eles, eles se regeneravam. Deu um bom trabalho pra matar.


My: - Que coisa horrível.


G: - É, não foi nada legal - Gus limpa o suor de seu rosto - Cara, tá muito quente, devia ter trazido pelo menos meu boné.


My: - Aquele preto e branco?


G: - Esse mesmo.


My: - Não vejo você usado ele desde que éramos adolescentes.


G: - Será que é por que você disse que eu parecia uma dançarina feia de televisão.


My: - Hahahah, com certeza eu devo ter dito isso. Mas eu não acho que fique assim.


G: - E por que disse aquilo?


My: - Por que você me enchia o saco quando éramos crianças.


G: - O que? Isso não é verdade.


My: - Você sempre foi super exibido. Toda vez que eu aprendia uma técnica nova e ia te mostrar, você me mostrava uma melhor. E minha mãe sempre te elogiava, o mestre sempre te elogiava. Agora pra mim, eles não davam nem bola.


G: - Qual é, claro que eles ligavam pra você. Você não pode ficar com inveja por causa de uma besteira dessa.


My: - Inveja? De você?


G: - É, foi o que você acabou de dizer.


My: - Você é muito metido mesmo. Não sei como sua mãe não te abandonou quando você ainda era criança.


               Gus, simplesmente ficou sem palavras naquele momento. Seus olhos se encheram de lágrimas e foi como se seu peito tivesse sido esfaqueado.


G: - É, tem razão.


My: - Qual é, não vem se fazer de vítima. Quando minha mãe adoeceu eu precisei de você, o que você fez? Só virou as costas e pulou no colo da sua namoradinha de cabelos roxos.


G: - Nunca namorei com a Kamy.


My: - Ah, tá bom - Ela debocha do que Gus disse - Você…


G: - Cala a boca!


My: - O que? Não me manda calar a boca seu…


             Gus a empurra com força para trás e ela cai. De repente, algo o atinge em alta velocidade, mas com seus poderes ele consegue se defender.


My: - O que é isso?


G: - Se esconde!


             É, achei que isso não ia ser o suficiente pra te matar - A voz da mulher surge do meio da floresta.

          Gus não conseguia ver de onde vinha, mas de cara, reconheceu aquela voz.


G: - Pera aí, é você pirralha?


- Não me chame de pirralha sei idiota! Agora pode se despedir da sua amiga, pq você não vai sair daqui com vida.


           A garota aparece em um piscar de olhos, nas costas de Gus, pronta para matá-lo com uma faca, que com um rápido reflexo, consegue desviar a faca. Ele segura seu braço e lhe aplica um golpe para derrubá-la no chão.


G: - Acabou, criança.


- Pra nós dois - Ela levanta sua mão livre e ativa uma pequena bomba.


         Antes que a bomba explodisse, May acerta um chute na mão da garota, e a bomba voa suficientemente longe, para que Gus tivesse tempo de criar uma barreira de gelo ao redor dos três, e os proteger do impacto.


My: - Ai minha cabeça. Podia ter deixado ela pro lado de fora.


G: - Acho que foi a melhor ideia que você teve hoje.


           May segura a garota pelo pescoço, e soltando fogo, ela a interroga.


My: - Qual o seu problema, garota? Por que tentou matar a gente e se matar junto ainda por cima?


- Aaarghhh, não… consigo… respirar.


G: - Relaxa, aquela bomba não ia fazer muito efeito, não tinha potência o suficiente pra causar algum dano na gente.


- É, quando eu comprei me disseram que era dez vezes mais forte que uma bomba de hidrogênio. Paguei um dinheiro absurdo por ela.


G: - É… deve ter sido um golpe.


My: - Então, vamos amarrar ela?


G: - Não vai adiantar, ela se teletransporta. Pode deixar ela solta. Aí May, olha aquilo.


        Do alto da montanha, ele avista uma pequena cidade.


My: - Perfeito. Vamos lá.


G: - Você vem, ou vai ficar aí?


- Não vou pra lugar nenhum com você.


G: - então boa sorte aí.


- Droga - Ela se levanta e vai junto com eles.


G: - Consegue teletransportar a gente pra lá?


- Claro que sim - Ela se teletransporta sozinha.


G: - Aquela pirralha.


My: - Não dá pra culpar ela por não gostar de você.


G: - Espera até ela te conhecer.


My: - Idiota!


G: - Anda logo.


A SEGUNDA DUPLA


           Caminhando pelo outro lado da floresta, Kay e Salva pareciam perdidos.


S: - Ca-ca-ca-pitão, posso fazer uma pergunta.


Ka: - Se tirar o pau da boca eu deixo fazer até dez.


S: - Eu-eu-eu não entendi.


Ka: - Pergunta logo, moleque.


S: - No-no-nós, não deveríamos estar ma-ma-marcando as árvores.


Ka: - Marcando? Tipo fazendo xixi nelas


S: - N-n-não. Marcando a rota. P-p-pra sabermos como voltar.


Ka: - Garoto, confia no pai. Eu tenho anos de experiência. É só se guiar pelas estrelas que a gente acha até sua casinha.


S: - M-m-mas, não podemos ver o céu, p-por causa das árvores.


        Ele para por um instante.


Ka: - Puta, merda! - Ele vira para todos os lados, e já não sabia de onde tinham vindo - Quer saber, eu decorei de cabeça cada centímetro desse lugar, é só me seguir.


S: - Se você diz capitão.


       Eles caminham pela floresta onde encontram cestos repletos de frutas, de todos os tipos. Gigantes e cheios de comida.


Ka: - Caralho, hoje deve ser meu dia de sorte. Falei que a gente não tava perdido.


S: - A-a-cho que não é uma boa ideia, capitão. P-p-arece muito suspeito.


Ka: - Suspeito porra nenhuma, gaguinho. Quando a vida, você tem que sorrir de volta.


S: - Capitão, não faça isso.


Ka: - Delícia.


            Antes que pudesse morder a primeira fruta, Kay é lançado no ar por uma armadilha plantada nos pés dos cestos de frutas.


S: - CAPITÃO!


Ka: - Aaaaaa, caralho!


             Logo após sua queda alguns metros a frente, Kay, antes mesmo que pudesse levantar, é cercado por uma dúzia de homens armados com lanças. Ele se vira de bruços, sem entender o que estava acontecendo, e sentindo sua cabeça girar pela pancada.


- Quem é você?


Ka: -Quem sou eu? Eu sou o cara que vai enfiar essa vara no seu rabo, se não parar de apontar essa merda pra mim.


- Chefe, o que vamos fazer com ele?


- Vamos levá-lo, afinal ele não é uma daquelas coisas.


S: - S-s-soltem-no! Ou eu vou partir vocês em pedaços - ele saca uma espada quebrada, apenas com o cabo e um pedaço da lâmina inteiros.


Ka: - É brincadeira, que você trouxe essa arma toda broxa.


S: - Não se preocupe. N-n-não vou deixar eles ferirem você.


Ka: Alguém me mata pra mim não ter que ver essa tristeza.


- Chefe?!


- Abaixem as armas - Todos o obedecem - Nós vamos soltar seu amigo, não se preocupe. Não queremos mal a vocês, então é melhor virem com a gente.


Ka: - Por que a gente ia fazer isso.


- Porque quando a noite cair, todos que não se esconderem, vão morrer.

Ka: - É, parece um bom argumento.

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