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Esqueceu a Senha?

Capítulos (1 de 13) 11 Dec, 2023

009 - Leis Reais

De volta a Paris, eles caminhavam pelas ruas iluminadas pela luz suave dos lampiões. O crepúsculo tingia o céu com tons de laranja e rosa, enquanto ele acompanhava silenciosamente seus passos. Ela, envolta na melancolia que parecia crescer a cada passo, caminhava com olhos perdidos no horizonte.

O som distante de músicos de rua adicionava uma trilha sonora suave ao cenário. O calor da noite era interrompido ocasionalmente por uma brisa suave que fazia as folhas das árvores dançarem. Mesmo diante da beleza da cidade, ela sorria tristemente, seus olhos revelando uma tristeza profunda.

Ele notava a mudança em sua energia, uma sombra que se instalava aos poucos. Sua companhia era silenciosa, respeitando o espaço que ela parecia precisar naquele momento. A cada passo, ele se perguntava sobre os pensamentos que a assombravam e como poderia oferecer algum conforto.

Enquanto caminhavam lado a lado, a cidade se desdobrava diante deles, uma tapeçaria de luzes e sombras. A tristeza nos olhos dela era como um enigma que ele queria decifrar. Ele decidiu esperar o momento certo para perguntar, sabendo que algumas feridas só se revelam quando a confiança se estabelece.

A noite avançava, e eles continuavam a andar juntos naquele labirinto urbano. O silêncio entre eles era uma linguagem compartilhada, onde as palavras se tornavam desnecessárias. Ele estava determinado a ser o apoio que ela precisava, mesmo que fosse apenas com a presença silenciosa ao lado dela.

"Boa noite, Senhor Gainer", ela murmura antes de deixá-lo sozinho. Ela se retira para o quarto e toma um banho, emergindo vestida com um moletom confortável. Deitando-se na cama, ela abraça o travesseiro, mergulhando em seus pensamentos. Henri, por sua vez, bate à porta.

"Joanne, vou dar uma saída", ele avisa.

"Tudo bem...", ela responde, observando-o partir.

Ele dirige até uma confeitaria, comprando um bolo de chocolate com nozes que ele leva de volta para ela. Ao entrar no quarto, Henri oferece o doce com um sorriso.

"Trouxe um docinho para você, daquela confeitaria que fomos no outro dia", diz ele. Joanne o encara, segurando o bolo em sua mão.

"Não quero", ela responde friamente.

Surpreso, Henri a observa atentamente. "Achei que quisesse experimentar, você ficou olhando no outro dia", ele lembra.

"Porque eu achei bonito, mas eu não posso comer nozes", ela explica, seu olhar fixo. Henri percebe a gravidade do esquecimento.

"Você é alérgica, eu acabei esquecendo", admite, colocando o bolo com cuidado em uma mesinha próxima. Ele se senta na cama e a encara com sinceridade.

"Tem mais alguma coisa sobre você que queira me contar?", ele pergunta, sua voz carregada de preocupação e um desejo genuíno de entender o que a aflige. A noite, permeada pelo silêncio e pela tensão, aguarda a resposta dela como uma página em branco esperando para ser preenchida.

"Eu tenho alergia a amêndoas, amendoim, castanhas e nozes. E tenho asma também... Eu sou quebrada", ela desabafa, expressando a carga emocional que carrega.

"Você não é quebrada. É apenas uma pessoa com alergias, como qualquer outra", Henri responde, tentando dissipar um pouco da tristeza que percebe em seus olhos.

Ela pergunta se ele tem alguma restrição alimentar, e Henri compartilha: "Tenho sim, camarão. Não sabia até comer uma porção no Brasil". Um sorriso escapa dos lábios dela, mas seus olhos continuam a revelar uma tristeza profunda.

"Desde quando você tem esses quadros de tristeza profunda?", Henri pergunta, querendo entender mais sobre o que a aflige.

"Desde a adolescência...", ela responde, sua voz carregada de memórias dolorosas.

"Tem tomado algum remédio?", ele questiona preocupado.

"Não, eu parei de tomar", ela admite.

"Sabe que não poderia parar sozinha, né? É perigoso", Henri alerta.

"Eu sei...", ela responde, e um silêncio tenso se instala entre eles. Ela toca suavemente o tórax de Henri, mas retira a mão. Ele reage, puxando-a pela blusa e a abraça, envolvendo-a com as pernas também.

"Fale o que quiser comigo, por favor. Só não me esconde nada. Não quero perder você também, não para essa doença...", ele pede, sua voz cheia de preocupação.

"O que quer dizer?", ela indaga, olhando-o.

"Eu era casado quando te conheci naquele trem há três anos", ele confessa. "Por isso, durante toda a viagem, nunca pensei em flertar com você. Não faria isso sabendo que não estava disponível. Estava infeliz, mas ainda respeitava minha esposa."

Um silêncio pesado preenche o quarto, enquanto ela processa a revelação.

A confissão de Henri paira no ar como uma revelação pesada, moldando o espaço entre eles. Joanne ouve a história dolorosa de perda e traição, seu coração absorvendo a dor que ele compartilha.

"Só que fiquei tempo demais aqui, procurando uma princesa e pensando em você, naquela jovem que estava desenhando no trem, me desenhando", ele diz, e o peso da busca pela verdade é evidente em sua voz.

Quando Henri revela sua missão de passar de três a cinco anos procurando por ela, Joanne sente uma mistura de emoções. A história de sua esposa, a gravidez inesperada, a tragédia que se seguiu, tudo se desdobra diante dela como um drama trágico.

"Tenho medo de perder você justamente agora, mesmo sabendo que temos esse vínculo e que você vai renascer. Não sei se eu aguentaria esperar até que você reencarnasse", ele confessa, revelando um temor profundo.

"Como se você realmente me quisesse", ela responde, chorando, enquanto ele a abraça. O vínculo entre eles enfraquece, e Joanne sente a mudança.

"Sinto que você mudou comigo, desde que eu disse quem era", ela murmura, expressando sua própria confusão.

Henri, por sua vez, está dividido entre o desejo intenso e as restrições impostas pelas leis da realeza. A conversa leva a uma discussão sobre o perigo que seria para ambos se envolverem intimamente.

"O que aconteceria se estivéssemos dormindo juntos?", ela pergunta, explorando os limites de sua conexão proibida.

"Eu seria decapitado assim que eu a levasse para Gorean e não teria nem um julgamento. Você é intocável, seu sangue real garante isso", ele explica, lançando um véu sombrio sobre qualquer possibilidade de união física.

A conversa, contudo, toma um rumo mais íntimo quando Henri compartilha a natureza dos cheiros de suas magias. O beijo e o abraço que se seguem são carregados de tensão e desejo reprimido.

Na manhã seguinte, Henri acorda com o despertador tocando. Joanne o olha sonolenta, e o clima da noite anterior paira entre eles.

"Esqueci de desligar isso. Me desculpe", ele se desculpa, mas ela o tranquiliza. A proximidade retorna quando Henri a beija, e o desejo ressurge, manifestando-se em carícias intensas e toques exploratórios.

A tensão sexual entre eles é palpável, mas a consciência das restrições persiste, tornando o momento um equilíbrio delicado entre o desejo e os limites impostos pelas leis reais. 

A intensidade do desejo entre Joanne e Henri se desdobra naquele momento íntimo, onde a necessidade e as restrições dançam num equilíbrio frágil. A atmosfera é carregada de desejo reprimido, a chama do prazer acesa mesmo diante das limitações impostas pela realeza.

"Joanne", Henri murmura, e ela responde com beijos e mordidas, explorando-o com ardor enquanto ele a penetra com os dedos.

"Queria você aí dentro, mas tudo bem, eu aceito seus dedos", ela sussurra provocante.

"E só o que vou poder te dar por enquanto", ele responde, inserindo um segundo dedo enquanto a beija. Os gestos e gemidos preenchem o espaço, cada toque uma expressão do desejo contido.

Ele a leva à beira do êxtase com beijos e toques habilidosos. Joanne, entregue ao prazer, fecha os olhos, relaxando sob os cuidados de Henri.

Depois de explorarem as fronteiras da intimidade, eles se deitam juntos na cama, trocando sorrisos que refletem uma conexão recém-descoberta.

"Vamos fazer isso sempre, sem realmente nunca fazer sexo?", Joanne pergunta, um tom de curiosidade em sua voz.

"Isso é sexo, Joanne, só não tem penetração", Henri responde, observando-a. "Mas eu duvido que vá aguentar ficar mais seis meses namorando com você só fazendo isso. Acho que eu nunca vou te levar até Gorean."

"Se Gorean souber, eles vão vir atrás de você", ela adverte, seu olhar sério.

"Seu pai pessoalmente viria atrás de mim", Henri conclui, reconhecendo os riscos envolvidos nas escolhas que estão fazendo. O dilema entre o desejo e as consequências paira no ar, deixando-os refletindo sobre o caminho incerto que escolheram seguir.

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