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Esqueceu a Senha?

Capítulos (2 de 8) 17 Aug, 2018

BEM VINDO A OTHERWORLD

LEE SHIN#

Ao entrar no avião e durante seu percurso, pude me sentir aliviado. Finalmente estava voltando para minha cidade Natal.

Na demorada viagem, comecei a pensar sobre o que poderia ter mudado. Tinha saido de lá há um bom tempo, para poder cursar jornalismo numa Universidade.

Sempre quis ser jornalista, agora esse sonho se tornou enfim realidade.

O avião pousa no aeroporto.

- Enfim em casa!!! - (falo com alívio )

Ao desembarcar, acreditei que não haveria ninguém para me receber, pois minha mãe havia falecido no mês passado e não possuía nenhum outro familiar além dela .

(Samm)- Lee a quanto tempo, sabia que você voltava hoje e não pude deixar de vir te dar boas vindas.

Eu o olho surpreso. Era Samm, um amigo de infância, nós estudamos juntos até a formatura.

- Vejo que você não mudou nada, Samm

(Samm)-A sua casa está como sua mãe deixou.

- Ok, então vamos .

Dito isto, entro no carro de samm.

?

Enquanto seguiamos o caminho, conversávamos sobre algumas mudanças que houveram na cidade.

- Ehh, parece que muita coisa mudou.

(Samm)- Sim, e lembra da Alessa ? Eu e ela estamos namorando, em breve vamos noivar.

- Que bom! Sabia que dariam certo, com certeza eram um casal fácil de shippar!

(Samm)- Que isso, haha! Voce ainda utiliza essas expressões? jurava que iria te encontrar usando palavriados da norma culta... entao... E as garotas? - ele olha pra mim com um olhar curioso.

- nada até agora ... - apoio meu rosto sobre a mão que estava na janela do carro - quem sabe eu encontre algo nessa cidade...

(Samm)- claro que encontra! h

Haha! Em otherworld, isso é o que não falta.

- valeu por ajudar a manter a casa quando estive fora...

(Samm)- não se preocupe, mano, você e sua mãe sempre fizeram parte da família.

Depois de seguir alguns minutos, nos deparamos com a frente da casa. Então, com a ajuda de Samm, depositamos as malas em frente ao portão.

(Samm)- Eu ficaria para conversarmos mais, só que Alessa está me esperando então tenho que ir.

Ele entra no carro e em seguida olha em minha direção.

(Samm)- amanhã você fará algo?

- Vou ao jornal, cheguei agora mas ja tenho emprego certo.

(Samm)- pelo menos ja tem meio caminho andado, mas se tiver um pouco de tempo, me liga. Que marcarei para irmos em algumas baladas, quem sabe não achamos a mulher da sua vida lá! haha!

- esperarei por isso... ( falo meio sem graça )

Então ele dá partida e vai embora.

Olho para a casa.

- Lar doce lar.....

Ao entrar em casa, me deparo com os móveis limpos e bem cuidados, enquanto estava fora pagava para manterem a casa limpa.

Tudo estava como minha mãe tinha deixado.

Me mantenho parado, olhando para o sofá, e em seguida corro os olhos em direção à mesinha ao lado do móvel. Em cima dela, havia um retrato. O de minha mãe, comigo ao seu lado.

Pego a foto e a encaro.

- Ahh... Você faz tanta falta.

Fico com a foto em mãos por mais alguns segundos, então me dou conta do que tenho que fazer. Pego as malas, levo-as para meu quarto no andar de cima, e as desfaço.

Quando termino meu serviço, me jogo na cama, olhando para o teto.

- Desde quando essa casa se tornou tão vazia? Ou melhor.... eu ...

Sem perceber, acabo caindo no sono...

( Dia seguinte )

Logo de manhã, sigo pela cidade em direção a estação. Pego um trem, e depois de algumas paradas, saio do trem, no centro da cidade. Caminhando pela cidade, chego em um dos prédios altos de Otherworld. A redação do Clarin Diário. Entrando no local, chego na recepção, e falo com uma moça loira, de olhos azuis, mais parecida com uma líder de torcida de filmes norte-americanos...

Ela pede para que eu aguarde, então me sento em uma das cadeiras dispostas, ali.

Não muito tempo depois, a "lider de torcida" me chama, e me guia para o elevador, aperta o botão , e quando a porta abre, ambos entramos. O tempo foi bem longo e silencioso enquanto esperávamos o elevador subir. Ninguém dizia nada, e nem se mexia. A cada segundo que se passava o ar ficava mais pesado. Talvez isso fosse parte do nervosismo que me percorria, e, embora eu não demonstrasse, só pilotava com aquele clima.

Estava levando comigo um dos meus trabalhos. Eu deveria escrever matérias para a redação, e se me pedissem, escreveria alguns contos.

O elevador enfim, chega a seu destino. Andar 13.

(Líder de torcida/atendente) - por aqui, por favor senhor Lee - diz com um sorriso, típico de líder mesmo.

Sigo-a pelo corredor. Era claro e cheio de janelas de vidro transparentes que davam para redações.

Eram com certeza de outras revistas e tudo mais da empresa.

Haviam reportagens que fizeram sucesso no jornal pendurado em painéis pelas paredes.

Logo, chego na sala do editor chefe.

(Lider de torcida/Atendente )- pode entrar, senhor Lee - diz, enquanto se retira com mais um daqueles sorrisos típicos, me fazendo ter mais certeza de que ela era líder.

Ao entrar, vejo uma sala grande, com umas três ou quatro mesas, todas, inclusive a do editor, estavam lotadas de pilhas imensas de papel.

Na mesa do editor, havia ainda uma brecha, e por ela, pude ver o editor chefe que estava mechendo no computador, ele aparentava ter entre 38 - 42 anos, não era tão velho, embora tivesse cabelos grisalhos e um bigode estranho.

Levantando os olhos, ele me avalia, sai de onde está e vem até minha direção com um grande sorriso, pega minha mão e a aperta.

( editor chefe )- seja bem vindo ao nosso jornal, senhor Lee!

Sorrio e aperto sua mão, dizendo:

- Muito obrigado pela oportunidade senhor ....

Ele nota rapidamente que eu esqueci seu nome.

(Editor Chefe)- Senhor Rodolf, Senhor Rodolf, pode se sentar - diz enquanto aponta para a cadeira a frente de sua mesa. Aceno com a cabeça e me sento.

Então ele volta a seu lugar, e se inclina na minha direção, apoiando os cotovelos na mesa, cruzando as mãos e colocando o rosto sobre estas.

(Editor Chefe Rodolf )- Então, acredito que trouxe algo para eu ver sua capacidade, certo?

Ele olha para mim com um pouco de curiosidade.

Logo, abro a pequena pasta que trouxe em em minha bolsa e lhe entrego uns papéis bem organizados. Dois conjuntos de papéis cada um com cerca de um conto para a coluna de contos e uma pequena matéria.

- Eu trouxe o que o senhor pediu, espero que goste.

Extremamente concentrado, ele começa a ler. Eu não podia distinguir se estava gostando ou não, pois sua expressão era indecifravel.

Pouco depois ele pega o conto e inicia a leitura. Eu havia dado o meu melhor naquilo, então o nevorsismo só aumentava. Depois de minutos, que me deram a impressão de serem séculos, o editor chefe encerra a leitura com uma expressão de espanto, coloca as folhas na mesa, e se volta para mim.

( Editor Chefe Rodolf )- Como posso dizer... - ele coça o bigode a procura de palavras. - esse material está incrivel. Você pode me prometer que irá manter a qualidade dessa forma?

- Claro senhor Rodolf, eu me preocupo muito com a qualidade das coisas que faço( Olho para ele com firmeza )

Ele me encara e começa a rir

( Editor Chefe Rodolf )- Então terei que acreditar nisso.... Senhor Lee Shin, o senhor está contratado, irá trabalhar como repórter e fará contos para o jornal. Sei muito bem que é impossivel fazer contos diariamente, mas espero que possa fazer a cada semana, tudo.bem?

Tomado por uma alegria imensa, sinto-me segurando um grito. Porque naquele momento, sem duvida, eu iria sair correndo pela porta e gritando. Mas ao invés disso, me indireito na cadeira, na tentativa de parecer profissional.

- Sim, senhor, farei o melhor ! - digo sorrindo.

Após isso fazemos as negociações e contratos para trabalhar lá.

Na hora, já recebo uma materia. Sobre os desaparecimentos constantes que ocorrem no Distrito 13, uma ilha muito proxima de Otherworld. Apesar de ser uma ilha, ela é quase uma cidade muito movimentada por sinal. Um misto de Tokyo e New York, em versão menor. Cheio de edificios altos e chamativos.

Já havia saído da redação e estava em frente ao prédio do jornal.

- Ele falou que poderia começar a materia depois de amanhã, mas acho melhor iniciar hoje, já que possuo alguns endereços dos familiares das pessoas desaparecidas. Vou iniciar de uma vez, pra que deixar para amanhã o que se pode fazer hoje?

Coloco as mãos no bolso e vou para um ponto de ônibus próximo. Pego um onibus com destino ao Distrito. Enquanto estou indo, me recordo que nunca visitei aquele lugar. Mesmo morando tanto tempo em Otherworld, não faço ideia de como é o Distrito 13.

( horas de viagem se passam )

O ônibus atravessa a Ponte, e posso ter um vislumbre da cidade. Como aqueles edificios são altos. Aquela sim, é uma cidade realmente desenvolvida. E ainda assim, eles conseguem ter problemas com desaparecimento...

Desço em um ponto e admiro a cidade.

- que cidade linda, acho que eu poderia me mudar para cá haha! ( dou uma risada sarcástica )- então é hora de começar o trabalho ......

Visito várias casas dos familiares das vítimas desaparecidas.

Pessoas diferentes, com estilo de vidas diferentes, costumes diferentes, mas a historia era sempre a mesma. Seus familiares haviam entrado num beco e depois disso, nunca mais tinham sido vistos.

Definitivamente deveria investigar. O que havia de errado nesses becos que as pessoas simplesmente desapareciam?

Depois de visitar mais de dez familias, tenho material suficiente para uma boa materia.

Olho para o céu e vejo que já estava escurecendo. Eram quase 18 horas....

- como percebo as aparências enganam, essa cidade é perigosa mesmo. Melhor eu voltar para casa logo, antes que me torne um dos desaparecidos!. (Falo em um tom sarcástico ).

Estou muito longe do ponto de onibus. E com aqueles predios altos, era impossivel ver o mar.

Então pego um mapa que carregava dentro da bolsa.

- Bem vejamos..... se eu seguir por esse beco (aponto para um beco proximo)- Eu chego mais rápido ao ponto de ônibus... não devia ir por ali estando ciente dos desaparecimentos, só que se não for logo, vai escurecer... vou arriscar. Não sou tão azarado assim.

Então sigo pelo beco.

Que realmente tinha aparência ameaçadoras, era um pouco escuro com um ar sombrio com fumaça saindo dos cantos e completamente deserto.

- Se não estivesse com tanta pressa, definitivamente não andaria por aqui. (ouço um barulho )-mas oque é isso ?

Começo a procurar de onde vinha o som... parecia um grito .... a medida que sigo o barulho, o som vai aumentando, até que me deparo com uma cena assustadora ............. meu coração acelera, e sinto o corpo gelar.

Um jovem agaixado devorando uma pessoa. De suas costas saiam coisas vermelhas que lembravam pernas de aranha.

Eram imensas. E horriveis. Não pude segurar o grito de espanto.

-Ahhhh! Meu Deus!!! Mas.... o que é isso?

Dou três passos para trás em pânico.

O homem olha para mim, seus olhos eram negros e as pupilas vermelhas cor de sangue.

(Homem aterrorizante )- hum! Como tenho sorte... nem tive que procurar outra presa.... hahaha! Mas que sorte hihijihihuvuahaha!!!!

Eu me viro e começo a correr com toda a velocidade.

Estava em panico. Não sabia o que fazer. Apenas corria.

Ele se levanta limpa a boca e começa a gargalhar de forma assustadora e insana . Em seguida dá um salto em minha direção... eu não ia conseguir escapar ......

Então esse seria o meu fim ?...

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