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Esqueceu a Senha?

Capítulos ( de 1) 05 Aug, 2018

Capítulo 3

Capítulo 3: Fada madrinha?

Segunda-feira, 11 de outubro de 2023, 6:32 h.

– Sakuia... Sakuia fuja! – Gritava um homem de cabelo ruivo correndo em direção a Yosuke.

– Quem é você? – Indagou o garoto, perdido.

Ao ouvir uma risada vinda de trás, Yosuke se virou, indo parar em uma sala que parecia de sua escola, mas estava escura. No canto, bem na divisa das paredes, havia um garoto de braços cruzados e cabeça baixa, rindo baixinho de forma assustadora.

– Te encontrei... – Disse uma voz chiada do outro lado. Yosuke se virou e novamente estava em outro lugar, dessa vez em um cemitério obscuro onde a sua frente havia uma cruz com um ser de asas negras e uma foice em mãos, empoleirado sobre a cruz, encarando-o.

?

Quando o ser negro avançou contra Yosuke como uma sombra, ele acordou.

– Malditos pesadelos... – resmungou ele colocando a mão em sua testa. Yosuke olhou para o lado, o despertador do relógio apitava anunciando que era hora de levantar – Tudo de novo... – ele desligou o despertador, levantou e foi até o banheiro, escovando os dentes. Ao cuspir a espuma, sangue saiu misturado com a saliva – O que... – Yosuke levantou a cabeça e se olhou no espelho, sua boca estava toda ensanguentada – Que merda é essa? – um zunido começou a apitar em seu ouvido – Grr!

Duas batidas na porta o fizeram voltar a si, estava de cabeça baixa na pia com a boca cheia de espuma da pasta de dente e a água da torneira correndo. Cuspiu, saindo apenas a espuma. Levantou a cabeça e se olhou no espelho, sua boca estava limpa.

As batidas na porta ecoaram novamente.

– Yosuke... – Sussurrou a voz por trás dela.

– Já vou sair, Oli! Calma! – Yosuke tomou um banho rápido e saiu do box para se secar, mas enquanto secava o cabelo, gelou – Espera... O Olivier não veio para casa, eu estou sozinho... Então... – ele olhou para a porta – Será que ele voltou sem avisar? – Ele se enrolou na toalha e saiu do banheiro.

Ao chegar na sala, se deparou com um banquete como café da manhã sobre a mesa.

– Bom dia! – O cumprimentou uma garota de cabelos brancos cacheados, sorridente enquanto levava uma jarra de leite até a mesa.

– Quem é você?! Como entrou na minha casa?!

– Oh que grosseria! Eu tenho o trabalho de lhe fazer esse belo café da manhã e você me vem com essa de “quem é você e como entrou aqui”. O mínimo que eu espero é um obrigado!

Ele ergueu o cenho esquerdo, sem entender nada.

– O-obrigado... Eu acho...

– Certo, certo! – ela foi até o jovem e o empurrou em direção a mesa, colocando-o sentado – Vamos lá, aproveite! – Ela sentou do outro lado da mesa, de frente para ele, o encarando, sorrindo.

– Será que ela envenenou? Quem é ela? Não vou comer nem a pau! – Yosuke deu um pulinho na cadeira, ficando estático.

A garota ficou passando o pé no meio das pernas dele, o atiçando enquanto o olhava com um sorriso danado.

– Não vai perguntar o meu nome? – Indagou a garota.

Yosuke afastou a cadeira da mesa e levantou.

– E-e-eu vou me trocar! – Nisso a toalha caiu.

– Uuu.. Yosuke seu safadinho. Já está ereto? Está pensando besteiras com uma garota tão pura como eu? Pervertido. – Disse ela de forma irônica.

– N-não! – ele ajeitou a toalha – Droga! – foi para o quarto e se vestiu, mas a garota apareceu na porta – Desculpa por isso.

– Também quer me ver, não quer? – Ela afastou sua blusa decotada para o lado, deixando a mostra seu seio direito.

Yosuke ficou vermelho e sem reação.

– Cheguei!! – Olivier chegou em casa – Hum? Ei Yosu! Que injusto fazer café da manhã caprichado só quando eu não estou! – Olivier parou em frente o quarto de Yosuke com a porta aberta – O que é isso?

– E-e-eu posso explicar! – Desesperou-se Yosuke.

– Explicar o quê? Que tá deixando a toalha molhada jogada no chão? Lembra das nossas regras.

– Hum? Não vai perguntar quem é essa garota? – Indagou Yosuke, apontando para a garota parada na porta.

– Que garota? – Olivier entrou no quarto, quase esbarrando na jovem.

– Essa que tu acabou de quase carregar junto! Não te faz!

– Hum? – Olivier olhou para trás – Não to vendo ninguém. – logo olhou para Yosuke, com o olhar desconfiado – Não andou usando drogas, andou? Eu te chamo na porra se virar um drogado, entendeu Yosu?!

– Não usei nada cara! Mas...

– Agora ele é um gato! – A garota levantou duas mechas do cabelo de Olivier.

– Vai dizer que não sentiu isso?!

– Senti o que, Yosu?!

A garota riu e saiu do quarto.

– Cara... Tem algo muito errado acontecendo aqui.. Ah, já sei! Ainda estou dormindo! – Yosuke riu aliviado – Claro! Que idiotice a minha achar que isso estava realmente acontecendo. Daqui um pouco vou acordar e ir para a aula, só tenho que esperar. – Ele cruzou os braços e ficou com ar mais tranquilo.

– Cara, não deve ter dormido direito. Vou te dar esse desconto hoje. – Olivier se virou para sair do quarto – Mas recolhe a toalha depo... – Olivier parou – Hum? Cadê? – foi até o banheiro que estava com a porta aberta, se deparando com a toalha, que antes estava no chão, já estendida – Ué... Eu jurei que... Nah, quem não dormiu direito fui eu na verdade. Aquela loira me deu um cansaço na noite passada. – ele riu sozinho e olhou para trás – Yosu, se arrume para irmos para escola juntos, vim pra casa só pra ir contigo. Não demora.

A garota passou ao lado de Olivier quando ele foi em direção a sala e ela voltou para o quarto de Yosuke, fechando a porta.

– Aahh... O que vou ficar fazendo enquanto você está na escola? Que chato! – Ela se atirou na cama com os braços embaixo da cabeça e as pernas cruzadas.

– Afinal de contas, quem é você?!

– Eu sou Yma!

– Certo Yma, por que o Oli não pode te ver?!

– Porque ele não tem o dom que você tem. Pode pensar em mim como sua fada madrinha que o guiará ao baile. – Ela deu uma risada um tanto quanto macabra.

– Você é uma fada... Bom, isso faz sentido já que eu estava com fome e você preparou um café caprichado... – Yosuke ficou pensativo por um momento, mas logo ele sorriu animado – Que legal! Tenho uma fada madrinha! E que baile é esse que está falando?

– É surpresa. Não se preocupe, não falta muito para o grande baile.

– Hum, então tá! Cara que legal! Tenho uma fada madrinha de verdade! Eu posso fazer desejos?!

– Vou pensar no seu caso. Então por enquanto, sem desejos.

– Ok!

– Agora vai logo ou seu amigo vai ficar impaciente.

– Anda logo Yosu!! Vamos nos atrasar!!

Yosuke riu, se arrumando rapidamente e saindo para a escola com Olivier, encontrando com Misty no caminho.

– Ó o pessoal do terceiro ano. – Apontou Olivier para um trio que ia mais a frente, sendo dois garotos e uma garota.

– Verdade. Mas por que estão com um gato? – Misty estranhou um dos garotos estar carregando um gato no colo.

– Aquele é o Sr. Thompson. É um gatinho que encontramos abandonado perto da escola quando saímos para comprar uma soda no intervalo do treino do time. O Clark não desgruda mais dele. – Explicou Yosuke.

– Mas por que tá trazendo pra escola? É contra as regras trazer animal de estimação pra sala. – Comentou Misty.

– Nós falamos com a diretora. O gato é o mascote do time agora. Fizemos uma casinha pra ele perto do galpão onde ficam guardados os equipamentos de esportes. Todo o time cuida do gato e do lugar para não ter problema. – Yosuke olhou para os amigos com certa surpresa – Faz umas duas semanas já, só agora que perceberam o Sr. Thompson?

– Pois é... – Falaram sem graça.

– Tapados…

9:15 h.

– E assim a política escravocrata foi abolida com o surgimento do regime militar em nosso país, que deu trabalho aos negros e os inseriu na sociedade como iguais. – Explicava o professor de sociologia.

– Oi!

– Waa! – Yosuke deu um pulo na cadeira de susto quando Yma surgiu do nada ao seu lado.

– Yosuke, algum problema? – Indagou o professor, parando a aula, fazendo toda a turma olhar para o garoto.

– N-não. Desculpa professor, apenas espirrei.

– Se está doente deveria passar na enfermaria para ver se não é contagioso.

– C-certo. Com licença. – Yosuke saiu da sala.

– O que deu nele? – Sussurrou Misty, se esticando para o lado em direção a Kyo.

– Nem ideia. – Respondeu a garota ao dar de ombros.

– Retomando a aula! – O professor voltou a explicar.

Yosuke passou reto pela enfermaria ao olhar a hora no relógio, em poucos minutos seria o intervalo.

– Acho que você passou da enfermaria, Yosuke. – Disse Yma, apontando para trás.

– Yma.

– Hum? – Ela o olhou.

– Como me conhece?

– Conheço porque foi a você que me enviaram para guiar pelo caminho que deve seguir.

– E que caminho seria esse?

– O caminho do baile, é claro!

– Tá, e o que é esse tal baile?

– Já falei... – ele fechou a cara – É surpresa.

Yma ficou com uma expressão assustadora, Yosuke achou melhor parar de questioná-la.

9:35 h.

Soou o alarme do intervalo. Yosuke estava sentado em um banco no pátio da frente, lendo um livro de fantasmas e olhando de canto para Yma sentada ao seu lado.

Uma garota que corria pela calçada em direção a escola, atrasada, parou ao se deparar uma rua antes da escola com um homem enforcado em uma árvore.

9:45 h.

– Ele chegou... – Disse Yma com um sorriso macabro, encarando o nada.

– Quem chegou? – Indagou Yosuke.

– Aaa!! – Uma garota entrou correndo no pátio da escola.

A monitora, que é uma aluna voluntária para coordenar o intervalo para ninguém fazer besteira, correu até a garota.

– Ei! O que foi?!

– T-tem um homem morto na rua ao lado!! – A garota chorava.

– S-sério?! – Arrepiou-se a monitora.

– Sim!!

– Venha! Vamos falar com a diretora! – As duas saíram correndo juntas.

– Ele está perto... – Balbuciou Yma.

– Do que você está falando?

Yosuke levantou o olhar, encarando um jovem de pele negra, cabelo branco, com um olhar assustador de seus olhos vermelhos, tendo uma tatuagem no lado direito do rosto, parado logo na entrada da escola.

– Dele... – Respondeu ela.

– APAREÇA, YAGAMI!!! – Gritou o estranho.

Um jovem loiro, usando um casaco de couro vermelho aberto sem nada por baixo, com uma corrente com crucifixo indo até o meio de seu peito, apareceu ao lado do cara estranho.

– Ainda está cedo para isso, Zaki. – O jovem loiro tinha do lado esquerdo de seu corpo, uma enorme cicatriz como se tivesse sido queimado, indo do rosto até próximo a cintura.

Zaki virou para o garoto loiro da cicatriz.

– Swain! Eu deveria imaginar que estaria por perto!

– Teremos a chance de lutar abertamente mais a frente, por hora, não chame muita atenção. – O garoto loiro virou as costas e saiu andando seguindo a mesma direção de onde veio.

– Hump! – Zaki virou em direção a escola novamente – Ainda vamos nos acertar algum dia, Yagami!!! – Deu o recado e saiu correndo.

Vários alunos ficaram assustados assistindo a cena, respirando aliviados quando os dois estranhos foram embora da frente da escola.

– Yosukee!! – Shy correu até o namorado.

Ele levantou.

– Shy. – ela o abraçou – O que foi? Por que esse abraço tão apertado?

– Nada, apenas não quero te perder jamais.

– Ha! Vejo que não sou a única a agir por aqui. – Resmungou Yma, olhando para Shy.

Yosuke teve a impressão de sua namorada ter olhado diretamente para Yma por um momento, mas logo ela sorriu e o soltou, puxando-o pela mão.

– Venha! Vamos nos juntar com a Marietta! Ela disse que traria um lanche bom pra nós hoje!

– Duvido que ela tenha me incluído nos planos...

– Ah Yosu, deixa disso. Vocês vão se dar bem depois que se conhecerem melhor.

Ao passarem por um corredor deserto, viram um casal indo um pouco além do beijo. O cara segurava a coxa da garota levantada enquanto a beijava, indo com sua mão até a poupa da bunda dela e voltando até a coxa. Ela usava a saia curta do uniforme e a camisa branca normal, a qual estava aberta deixando seu sutiã branco a mostra.

– Vamos passar de fininho. – Disse Yosuke, sussurrando.

– Tá... Vamos ver só mais um pouquinho... – Shy ficou espiando do canto da parede.

– Sério que vão fazer isso onde alguém pode aparecer a qualquer momento? – Yosuke ficou impressionado com a coragem e a falta de vergonha do casal.

– Ninguém vem aqui mesmo, só a Mari que se esconde no lado da escola. Olha, ele...

Ela se ajeitou e o olhou com um sorriso sacana, aproximando-se do ouvido do namorado.

– Outra hora temos que provar também. – Disse com voz sensual, dando uma mordidinha na ponta da orelha dele quando se afastou.

– Malvada. – Brincou ele com um sorriso bobo.

– Vamos antes que o recreio acabe, a Mari vai ficar fula se eu não aparecer. – Shy passou pela frente da porta que dava ao corredor – WOOO PERVERTIDOS!!! – Gritou e saiu correndo.

O casal parou o que estava fazendo e começou a se arrumar rapidamente, olhando para todos os lados. Yosuke também correu, rindo, logo atrás da namorada.

– Que maldade a sua, Shy!!

Ela ria achando graça da cara que os dois ficaram ao ouvi-la.

– Quem mandou não escolherem um lugar melhor!

– Só tu mesmo! – Os dois seguiram rindo.

9:55 h.

– Desculpe o atraso, Mari! – Marietta estava sentada em um banco, sozinha, na área ao lado da escola onde tem várias árvores e ninguém nunca vai.

Shy sentou ao lado da amiga, puxando Yosuke para sentar ao seu lado.

– Ele não te larga mais? – Indagou Marietta olhando de carranca para Yosuke.

– Eu que trouxe ele. Vocês tem que ficar amigos. – Shy sorriu tranquila, se abraçando no braço de Yosuke, puxando-o para mais perto dela.

– Que seja. Pegue – Marietta entregou um marmita para Shy – Fiz com carinho, me diz se tá bom. Pratiquei a semana toda.

Shy abriu o pote e provou o bolinho de arroz com algas como recheio, sorrindo logo em seguida.

– Está delicioso!!

– Que bom! – Marietta também sorriu.

Shy estava sempre animada e sorrindo, foi o que chamou a atenção de Yosuke nela.

– Que sorriso lindo que ela tem, tão natural quanto a luz do dia.

– Yosu, prova!

– Hum? – Shy estava com um bolinho em frente ao rosto dele.

– Abre a boca. “Aah”.

Ele abriu a boca imitando o som que ela fez.

– “Aah”. – deu uma mordida no bolinho, fazendo uma careta de nojo. Marietta pareceu preocupada, mas logo Yosuke engoliu e sorriu – Está delicioso! – se surpreendeu o garoto – Bom trabalho Marietta, quem diria que alguém como você teria dom para culinária.

– Alguém como eu? Como assim alguém como eu?!

– Eerr.. Quero dizer, assim, como você é.

– E como eu sou?!

– Bem... Você é... Como vou por isso sem que se ofenda... Diferente das outras pessoas.

– Está me chamando de estranha?! – Ela levantou furiosa.

Yosuke ficou fazendo sons estranhos com a boca sem saber o que falar.

– ...Sim? – Disse ele, perdido.

Marietta pegou um bolinho e jogou na cara dele.

– Você que é estranho! Seu tapado!

– Ah é?! – ele pegou o bolinho, deu uma mordida e jogou nela, sujando sua blusa branca do uniforme – Você que é uma esquisitona e eu sou o culpado?! Sem essa!

Os dois ficaram em um duelo visual.

– Aaah... – Shy suspirou – Vocês dois não tem jeito. – ela levantou – Enquanto não se entenderem, não falarei com nenhum dos dois.

Yosuke levantou em um pulo e colocou seu braço sobre os ombros de Marietta, forçando um sorriso.

– Estávamos só brincando, Shy! Viu? Nós nos damos bem.

Marietta pousou a mão sobre o ombro de Yosuke.

– É! Viu? – Os dois estavam com um sorriso forçado, pois Yosuke apertava o pescoço de Marietta com o braço e ela seu ombro com as unhas.

– Que bom! Fico mais feliz assim! – Shy voltou a sorrir, voltando a sentar-se com os dois.

Ficaram conversando até o fim do intervalo, voltando para a sala, tendo os últimos períodos de matemática.

20:15 h.

Yosuke e Olivier jogavam videogame, sentados no tapete da sala, comendo salgadinho.

– … Ai eu disse pra ele ir se ferrar. Bom, já sabe no que deu. Fiquei ouvindo a diretora me enchendo o saco de que eu não deveria responder ao professor porque ele é a autoridade dentro da sala e blá, blá, blá. – Contava Olivier.

Os dois jogavam um jogo de luta, Yosuke usava a camisa por cima do dedo para fazer os comandos dos ataques especiais e não criar bolha no dedo.

– No fim eu tive que sair antes de acabar a aula pra ir na reunião com o pessoal do clube de ciência, que prometi ajudar, mas só eu e o líder aparecemos, dai pularam para amanhã depois da aula. – Comentou Yosuke.

– Cara, sabe o que o Ynori me contou? O Keny dorme com uma waifu que ele trata como namorada!

– Waifu?

– É! Aquele travesseiro comprido com o desenho de uma garota de anime.

– Aaatá! – Yosuke riu – O que esperar? Ele é viciado em mangá e anime. Deve estar protegendo a virgindade com todas as armas que tem.

Olivier gargalhou.

– Verdade! Mas em resposta, o Keny disse que o Ynori usa as roupas íntimas da irmã.

– Caramba, isso sim é bizarro.

– Nem sabe o pior! O Ynori confirmou, invés de negar!

– Ah, todos nós já sabemos que o Ynori corta pro outro lado, mas usar as roupas íntimas da irmã é demais. Coitado dos tarados do primeiro ano que cheiram as calcinhas das garotas depois do treino. Vão sentir outro cheiro ao cafungar a calcinha da irmã do Ynori. – Os dois gargalharam.

– Vocês são dois pervertidos, Yosuke. – Comentou Yma, deitada no sofá atrás deles.

Yosuke apenas olhou para ela e riu, se segurando para não responder. Não queria deixar Olivier preocupando ao vê-lo falando sozinho, já que o amigo não conseguia ver a garota de cabelos brancos.

– Ganhei! Seu fraco!! – Olivier derrotou Yosuke no jogo.

– Droga! Também, pegou o bicho mais roubado do jogo!

– Choro é livre!

– Te catar! – Yosuke levantou – Bom broder, vou ir dormir porque amanhã tenho que sair mais cedo pra reunião do time.

– Ok. Eu vou jogar mais um pouco. Noite, Yosu.

– Boa noite Oli.

Yosuke foi para o seu quarto e dormiu logo que deitou, cansado, já que não dormia direito a algumas semanas desde que os pesadelos começaram. Yma deitou ao seu lado, se aconchegando no braço do garoto. A noite foi tranquila. 

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