Bem-vindo!

Vamos juntos compartilhar mundos.

  • Simples para publicar
  • Rápido feedback
  • Compartilhe com o mundo
/

Ou logue usando:

Esqueceu a Senha?

Capítulos (1 de 5) 23 Mar, 2023

SIMPLE - DOIS AMIGOS

Outro dia…

     Gus sobe as escadas de um hotel no centro da cidade, e parece muito pensativo e avoado. Alguma coisa tomava conta de sua mente e fazia se sentir incrivelmente inquieto. chegando a um quarto ele bate à porta.

G: -Kami, Mayck. Vocês estão aí? Preciso falar com vocês!

     Uma garota de cabelos longos de uma estranha cor roxa abriu a porta.

K: -Brou, são 8:00 da manhã. Eu dormi não faz nem uma hora - ela diz com voz de sono, e o rosto inchado.

G: -Caraca, o que aconteceu? Parece que você morreu, e ninguém teve coragem de pegar no seu corpo pra entrar.

Mc: -Ela arrumou uma namorada ontem. Fizeram tanto barulho que eu nem consegui dormir também! - gritou do sofá o melhor amigo da Kami.

G: -A gente tem um trabalho. Chega de festa, vamos lá.

Mc: -Que festa, porra! Passei a noite ouvindo gemidos e ainda sou virgem. Pelo menos dormir eu vou.

K: -Brou, eu falei que a gente ia vir pra curtir a cidade e tirar uma semana de férias.

G: -Eu sei, mas é que acho que vou assassino da cidade, pode ser uma meríade.

     imediatamente Kami e Mayck despertam. Aquele nome fazia com que qualquer um se arrepiasse. As histórias sobre um grupo de criminosos conhecido como meríadades circularam pelo mundo inteiro. Algumas histórias diziam que elas eram espíritos vindos dos calabouços do fim, e que todos os que as se relacionassem com elas estariam destinadas a morrer.

K: -Vamos lá.

     Eles caminham até uma cafeteria de esquina. Kamille e Maycke passaram a noite em uma boate famosa por ter uma competição de bebida, que consegue beber duas doses de uma mistura de Zenitra (álcool, frutas, adoçantes e algumas ervas) sem vomitar ou desmaiar, pode comer, beber e ficar com qualquer uma das dançarinas do bar de graça.

G: - O que vocês fizeram ontem?

K: - HEHE foi muito divertido! Eu ganhei um desafio de bar, comi, bebi e peguei um monte de gente. A bebida era boa, mas as dançarinas podiam ser mais bonitas.

M: - Eu só me lembro de virar uma bebida meio roxa, e acordei no outro dia no sofá dela.

K: - Isso também foi maravilhoso, eu levei você pro sofá e uma das dançarinas pro quarto, se eu virasse mais uma teria levado duas, mas não dá pra reclamar.

M: - Queria pelo menos ter visto.

G: - Acho que eu prefiro trabalhar sozinho – ele responde incrivelmente arrependido da pergunta que fez.

K: - Deixa de ser idiota – ela retruca com um grande sorriso – fala qual é o trabalho.

G: - O prefeito da cidade nos contratou pra pegar o assassino que matou 3 pessoas nas últimas semanas. Saiu nos jornais q ue a última vítima dele foi uma funcionária do hospital, mas a dois dias um homem foi encontrado morto. Ainda não saiu na imprensa. O nome dele é Fielder Oslo, ele era o administrador do mesmo hospital em que a outra vítima trabalhava.

K: - Você disse que a assassina era uma meríade.

G: - Eu olhei a cena do crime, não tinha sinais de arrombamento, nem pisadas no tapete, nem objetos quebrados, nenhum sinal de luta, como se ele simplesmente tivesse disparado sem reagir. E forma como ele morreu, com a garganta cortada e os olhos arrancados...

K: - Que droga, é uma meríade.

M: - Como pegamos ela?

G: - Bom, eu conheci uma pista. Eu estava investigando um café na parte baixa da cidade em que o Oslo costumava ir, o que é estranho pela capacidade financeira que ele tinha. Eu sei que eles armaram alguma coisa pra hoje, provavelmente vão tentar emboscar algumas cargas que vão chegar hoje na cidade.

K: - Vamos lá!

NA CASA DA MAGGIE...

     Mais uma de tantas noites. Novamente perdida em seus pensamentos, Maggie não conseguia se levantar da cama. Será que Gus teria realmente feito aquilo? Por que ele faria? Talvez não importe, ele foi embora e nunca ela o encontraria de novo, mas ela realmente não sabia dizer se isso era bom ou ruim. Aquele garoto era estranhamente divertido, mas isso não é o suficiente para que se confie nele, ainda mais com um assassino na cidade e com notícias de que aquele mesmo garoto estraçalhou dois homens uma noite atrás.

M: - É, realmente é melhor não ver ele de novo...

     A campainha toca e Maggie corre para atender. Será que era ele? Ela recua com a mão na maçaneta. Aquela sombra na porta. Seu coração bate imensamente forte, enquanto a pessoa atrás da porta toca novamente a campainha. Ela decide abrir, mas seu corpo não reage, ela tenta convencer a si mesma:

M: Vamos lá, Maggie. Se ele fosse te machucar, por que ele esperaria até agora?

    Novamente, uma campainha toca. Marggareth finalmente abre a porta. Mas pra sua surpresa, aquele não era Gus, e sim um membro da polícia local. Seria impossível descrever o quanto aquilo a deixou decepcionada.

Pol: - Com licença, você é a Marggareth S. Jackson?

M: - Sim, posso ajudar?

Pol: - Eu sou o detetive Michael Shenn, será que eu posso fazer umas perguntas?

M: - Acho que sim.

Pol: - O que estava fazendo ontem à noite, das 21hrs às 4hrs?

M: - Eu fui trabalhar, e cheguei em casa mais ou menos umas 23hrs.

Pol: - Você trabalha em uma boate, não é?

Pol: -Você saiu ontem com um garoto, cabeludinho. Gustaf. Nós o contratamos para fazer um trabalho, mas não estamos seguros contactá-lo. Algumas pessoas viram ele perto de uma cena de crime, e precisamos fazer umas perguntas pra ele. Sabe onde encontrá-lo?

M: -Não.

Pol: - O que vocês fizeram ontem? – desconfiado com as respostas curtas de Maggie, o policial a interrogar.

M: - Nada.

Pol: - Nada? Vocês passaram duas horas juntos e não fizeram nada.

M: - Nós só comemos, bebemos e conversamos.

Pol: - Ele te contratou por duas horas só pra conversar?

M: - Vai ver ele só queria uma companhia – Nem mesmo ela sabia se acreditava nisso.

Pol: - É... com certeza – Ele responde com ironia – Bom, se soube de alguma coisa é só me ligar – ele a entrega um cartão.

M: - Claro.

     Maggie fecha a porta e lentamente se senta no chão. Por mais louco que fosse, e por mais misterioso e perigoso que parecia ser, ela esperava que ele estivesse do outro lado da porta. Não vê-lo ali doeu. Como parecia injusto não poder conversar mais uma vez com aquele simpático garoto, e perguntar o porquê ele pediu especificamente por ela naquela noite. Mesmo que a resposta fosse apavorante, algo lá dentro a fazia acreditar que não seria.

G: -E aí, Maggie! – Na janela aberta, Gustaf a cumprimenta com um enorme sorriso – O que tá fazendo aí no chão?

M: -O que você tá fazendo aqui na minha janela!?

G: -Eu só vim trazer uma coisinha – Ele entrega um pacote pra ela – São alguns salgados de uma cafeteria melhor do que aquela que você ia. Também trouxe um café que você vai gostar.

M: -Gus, eu não sei como agradecer.

G: -Não agradeça, só aproveite – Ele responde como sempre, sorrindo – Agora eu tenho que ir.

M: -O que? Pra onde você vai?

G: -Vou investigar a via 77. Ver o porquê aqueles homens tinham interesse nela.

     Outra vez? Será que outra vez ele partiria e deixaria uma enorme dúvida se um dia voltaria? Dessa vez Marggareth precisava saber...

M: -Gus, naquelas noites que passamos no hotel, você pediu especificamente por mim e não me disse o porquê?

G: -Ah sim – Ele coloca a mão na cabeça decepcionado por não ter lembrado de dizer a ela o motivo – Quando eu estava procurando pistas no Jazz Coffe, eu vi você algumas vezes. Um dia você saiu com um pão e um copo de café, estava chovendo, e você se sentou na pista e comeu. Por mais que a chuva tentasse se esconder, eu sabia que você estava chorando. Eu não consegui parar de olhar. Então eu te sigo. Você voltou, passou no trabalho e depois foi pra casa, d epois te contratei ee você só queria saber por que você estava chorando. Agora eu tenho que ir.

M: -Você vai voltar?

G: -Claro!!! Você ainda não me disse o que te fez chorar. Tchau Maggie – Ele pula da janela e parte ao encontro de seus amigos.

     Ela o vê indo embora enquanto seus olhos se enchem de lágrimas. E uma alegria inflama seu peito com a certeza de que ele voltaria.

Avenida 77...

     Kami, Mayck e Gus se posicionam em pontos estratégicos da rota 77, quando avistam o carregamento chegando. Neste momento um grupo de pessoas arremessão espigões na pista. Os pneus do primeiro caminhão furam e ele perde o controle e bate. Um grupo sai de dentro da e embosca o segundo caminhão.

G: -Vamos lá!

     Kami sentiu o grupo que tentou roubar o primeiro caminhão. Com uma força colossal ela facilmente derrotou todos. Por motivos que ela mesma desconhece, nasceu com algumas habilidades sobre humanos, e seu extenso cabelo roxo.

     No segundo caminhão, Gus usa uma misteriosa energia azul que se molda com seu pensamento, e prende quase todos os homens, somente um escapa. O homem pega um pacote de remédios, e corre desesperadamente. Partindo dali ele chega a uma das partes mais baixas da cidade, e entra numa pequena pousada que parecia ter abandonado de tão precária que estava.

H: -Eu consegui, trouxe alguns remédios – Ele fala com uma mulher que o beija em prantos.

G: -Olha, acho que não é uma boa ideia você roubar alguma coisa e correr direto pro seu apartamento, pode acabar sendo seguido – Gus o surpreende e usa a energia para criar uma espada – Será que você pode me devolver isso aí?

H: -Por favor! – Chorando e agarrado a sua mulher o homem suplica – Por favor não leve isso, por favor eu te peço!

     Comovido pela reação do homem, Gus faz sua espada desaparecer.

G: -Me diga por que roubou esses remédios e eu não odeixo que fique com eles, e não o entregarei.

H: -Obrigado! – O homem ainda soluça de desespero encontrando forças e lhe explica o que aconteceu – Meu filho está doente e precisa dos remédios para ajudá-lo.

G: -Por que não levam ele para o hospital?

H: -Você não é daqui, não é? Todos que vão para os hospitais da cidade, nunca voltam. Algo acontece lá. Eles sempre dizem que não têm remédios, e que os pacientes não resistiram, e nunca mais os vimos. Então eu te peço, me deixe ir cuidar do meu filho, por favor! Eu imploro!

G: -Pode ir...

Compartilhar: