Bem-vindo

Venha e junte-se a nós

  • Simples para publicar
  • Rápido feedback
  • Compartilhe com o mundo
/

Ou logue usando:

Esqueceu a Senha?

Capítulos (1 de 19) 16 Apr, 2020

Capítulo 8: A coruja e o Atirador

Os aventureiros estão se preparando para partir em uma nova aventura; Leopoldo coloca seu novo cinto com suporte para carregar 3 garrafas de leite na cintura. Joelsun faz uma oração antes de vestir sua armadura sagrada. Quanto a Synth, ele embainha sua espada e dá um beijo de despedida em Ayala. As aranhas apareceram na janela da casa, balançando um lencinho e desejando uma boa viagem para o trio.

- Para onde vocês iram agora? – Perguntou Ayala.

Leopoldo abre o mapa - Vejamos, segundo o mapa.

Nesse momento, uma asa sonora incomum aparece na frente do grupo, à ave voa na direção de Synth, dizendo ‘’ Papai’’ repetidas vezes. O pássaro de mana pousa no braço do aventureiro.

Synth aperta o bico da ave dando início a mensagem que ele traz.

- Querido papai, recentemente os arqueólogos encontraram uma tumba antiga enterrada nas areias escaldantes. Eu fui contratada para fazer a segurança deles e... Sem querer... Eu acabei libertando um deus faraó do mal, que agora quer absorve o sol e dominar o mundo. Então, VENHA O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL PARA O DESERTO DO SOL SORRIDENTE!!! PESSOAS ESTÃO MORRENDO! CIDADES ESTÃO SENDO OBLITERADAS! O CALOR TÁ ME MATANDO! AHHHHHHHHHHHHHHHHHH! Estou escondida na cidade do povo do deserto, tchauzinho.

- Coff! Coff! Deseja enviar uma resposta, senhor? – Disse o pássaro de mana, com uma voz de gralha.

- Droga, se eu soubesse que iria ver minha filha tão cedo, teria pedido para as aranhas fazerem uma armadura pra ela.

- QUE MENSAGEM ASSOMBROÇA!!! - Disse Joel, espantado. – Precisamos salvar sua filha urgentemente, Synth.

- E vamos, mas mantenha a calma Joel, Taelin sabe se virar sozinha, ela só fez esse drama todo para eu ir mais rápido. Fique calmo, meu amigo verdinho.

- Eu vou com vocês! – Disse Ayala – Para ela ter pedido ajuda, o problema deve ser muito sério.

- Perai meu amor, se algo de grave tivesse acontecido você já teria sentido. Relaxe, nós damos conta, foque em ajudar nosso filho, Thanathos, a resolver o caso do roubo de feitiços.

- Tem certeza que dão conta?

- Não se preocupe meu amor, nós vamos quebrar esse deus faraó no pau.

- Tudo bem, mas caso as coisas saiam do controle, me chame na mesma hora.

- Pode deixar, farei isso.

Ayala sumona seu grimório e dele retira um feitiço – Tome, leve esse feitiço, ele fara vocês andarem mais rápido nas areias do deserto.

Synth pega o feitiço e da um beijo na testa de Ayala – Obrigado, farei bom uso desse feitiço. E não se preocupe, mandarei uma asa sonora quando tudo acabar.

- Então a gente vai para o deserto mesmo? – Perguntou Leopoldo.

- Com certeza.

- Bem, então eu vou precisar de um protetor solar, não quero queimar minha pele de pêssego no sol.

O Deserto do Sol sorridente fica muito, muito longe, mesmo viajando a todo vapor demoramos uma semana para chegarmos. E, assim que pisamos nas areias escaldantes, usei o feitiço que Ayala me deu.

O nome do feitiço é ‘’Caravan Palace’’ Esse feitiço cria um túnel de vento que aumenta nossa velocidade de locomoção e diminui o calor do deserto. Além disso, o túnel de ar gera uma linda melodia capaz de retirar o estresse de qualquer um, que ouça sua música.

O local se chama ‘’ Deserto do Sol sorridente’’ Porém, o sol não está feliz, ele parece cansado e ofegante, talvez até ele mesmo não esteja aguentando seu próprio calor. Seja como for, graças ao feitiço de Ayala estamos resistindo bravamente aos suspiros flamejantes do astro do dia.

Durante nossa corrida no túnel de vento, avistamos um gigantesco Verme branco da areia, felizmente a criatura de tamanho descomunal não nos viu e continuo devorando os destroços de um navio. Esses vermes são criaturas de suma importância para o povo do deserto, por dois motivos. O primeiro é sua carapaça incrivelmente resistente, que é usada na criação de armaduras, escudos, telhados e portas de casa, o que torna seu lar muito mais seguro em caso de tempestade de areia.

O outro benefício que esses seres medonhos trazem é a iguaria chamada ‘’ Morlella’’ Uma geleia azul muito doce e gostosa, o item mais cobiçado do deserto. A geleia serve tanto como alimento nutritivo, como antídoto para picadas de cobras e escorpiões rei.

- Nossa, me deu até água na boca – Disse Joel, fascinado pela Morlella. – Será que teremos a sorte de provar esse alimento dos deuses?

- Bem, caso isso aconteça eu prefiro deixar passar – Disse Synth, com cara de nojo.

- Ué! Por que?

- Meu caro amigo verdinho, essa geleia é o cocô dos vermes.

A cara de Joelsun fica ainda mais verde ao descobrir do que é feita a Morlella.

- Ugh! Pensando bem, vou ficar só nas moscas mesmo – Disse Joel, com cara de nojo.

Seguindo em frente, encontramos um grupo de mercadores que estavam sendo atacados por Nagas, sem muita dificuldade conseguimos botar as mulheres cobras pra correr. Como recompensa os mercadores nos deram 3 moringas com água de coco, água docinha e refrescante.

- Ei! Vocês vendem chapéus? – Perguntou Leopoldo – To precisando de um, minha cabeça tá pegando fogo nesse calor infernal.

Os mercantes trocam olhares, achando estranho um esqueleto sentir calor. Após procurarem um pouco, eles acabam encontrando um chapéu vermelho, com um paninho para proteger a nuca do sol. Leopoldo coloca o chapéu na cabeça, em seguida usa à armadura de Synth como espelho para ver se o chapéu ficou legal.

- O que acham? – Perguntou Leopoldo, indeciso.

Synth e Joel respondem com um joinha.

- Vou levar, quanto custa?

- Bem, como você salvou as nossas vidas, eu vou fazer um preço camarada. 100 moedas de ouro.

- O QUE! MAIS ISSO É UM ROUBO!!!

- Que esconder sua careca ou não? – Disse o mercante, com um sorriso no rosto.

- Tudo bem, toma aqui seu dinheiro.

- Hehe! Obrigado senhor.

- Hã! Devia ter deixado as nagas comerem vocês. E outra, eu não sou careca meu cabelo é que não nasceu ainda.

Eu desejava chegar à cidade do povo do deserto antes do anoitecer, por isso comecei a correr um pouco mais rápido, ao ver que nem Joe e nem Leopoldo ficaram incomodados com o ritmo resolvi aumentar um pouco mais a velocidade. Agora nossa velocidade era tamanha, que por onde passávamos pequenos redemoinhos de areia surgiam, com tudo após correr cerca de uma hora nesse pique nós ficamos completamente esgotados.

Foi aí, quando estávamos prestes a cair no chão de tanto cansaço, que avistamos ao longe, uma pequena fenda na névoa de calor que cobria a linha do horizonte como uma camada de limo. Era um oásis, um lindo e maravilhoso oásis com sombra e água fresca a nossa espera, corri feito um louco e pulei dentro d’água de armadura. Não demorou muito para eu perceber que pular dentro d’água usando uma armadura pesada não é uma boa ideia, felizmente Leopoldo e Joelsun me puxaram pra superfície novamente.

Após tomar um longo e prazeroso banho, Synth se encostou num coqueiro e vasculhou sua mochila a procura de algo para comer, tamanha foi a sua surpresa ao encontrar um pequeno animal dentro da sua mochila. O animal era tão pequeno e orelhudo, que Synth conseguia segurar na palma da mão.

- Ei! Galera corram aqui – Disse Synth.

- O que foi? – Perguntou Leopoldo.

- Vejam só o que encontrei! – Synth mostra o animalzinho.

- Um rato? – Disse Leopoldo.

- Não hahaha! Essa é uma raposa do deserto, esse bicho fofinho estava fuçando nas minhas coisas, procurando comida provavelmente. Ela não é linda?

- Hmmm! Parece um rato orelhudo.

O animalzinho rosna para Leopoldo – Quieta! Se continuar assim não vai ganhar queijo.

- Que criatura magnifica – Disse Joelsun, fazendo carinho no animalzinho. – É incrível como um ser tão pequeno consegue sobreviver nesse mar de areia habitados pelas mais terríveis criaturas.

- É porque não existe gatos do deserto – Disse Leopoldo, vestindo sua armadura.

- Olha só o tamanho dessas orelhas – Indagou Joel. – Parecem asas de passarinhos, será que ela pode voar com elas?

- Eu não sei.

Como se tivesse entendido à pergunta de Joelsun, a raposinha latiu e logo em seguida saltou da mão de Synth. Durante a queda a pequena raposinha fez uso das suas gigantescas orelhas para planar até o chão. Ao pousar, a raposa latiu mais uma vez e começou a brincar; rolando no chão, sacudindo as orelhas, dando pequenos saltos. Até mesmo Leopoldo não foi capaz de resistir a tamanha fofura, a cada movimento da pequena raposinha os três aventureiros fechavam as mãos, como se estivessem prestes a fazer uma oração, e, em coral, soltavam um longo ‘’ Owwwww!’’

A alguns metros dali no alto de uma duna de areia, um atirador observa toda a cena feliz através da mira do seu rifle branco. O atirador assopra na própria mão, um vapor cinzento sai da sua boca, igual à fumaça que sai das nossas bocas em dias muito frios, porém esse não caso, já que estamos no deserto. O vapor cinzento se transforma numa bala feita de gelo, o homem carrega seu mosquete branco com essa bala, mira bem no peito de Synth e atira.

A bala teria chegada ao seu destino sem problemas se não fosse pelos sentidos acusados de Joelsun, o sapinho sentiu a presença do projetil se aproximando e rapidamente empurrou seus companheiros para trás, no lugar de Synth a bala acertou um coqueiro, que congelou totalmente no impacto.

- O que foi isso? – Disse Synth.

- Estamos sendo atacados – Disse Joel. – O atirador deve estar em algum lugar por aqui, rápido peguem suas armas.

De frente para os aventureiros estava a raposa do deserto, rosnando e latindo, como se estivesse tentando impedi-los de pegar suas armas.

- Agora não é um bom momento pra encher o saco – Disse Leopoldo.

O esqueleto ignorou os latidos da raposa e de um passo à frente, nesse momento o animalzinho se transformou numa mulher, segurando uma adaga, com a lâmina melada de veneno. A mulher tentou cravar à adaga na cabeça de Leopoldo, porém o esqueleto rapidamente sacou sua adaga dourada e defendeu o golpe.

- Mas que ratazana atrevida é você.

- Eu vou quebrar todo os seus OSSOS!

Os dois voltam a trocar golpes, porém não demora muito para a assassina perceber que não iria conseguir vencer Leopoldo num duelo de adagas, ela então resolve fugir na forma de uma coruja. A assassina voa em direção ao atirador e pousa em seu ombro, o homem caminha lentamente na direção dos aventureiros, carregando seu rifle branco nas mãos.

Quando o atirador sorriu para os aventureiros, o vapor cinza saiu da sua boca, mas dessa vez ele se transformou em letras, que juntas formavam a palavra ‘’Morte’’.

- Quem são vocês? – Disse Synth.

- Nós somos o seu fim – Respondeu o atirador.

A assassina volta para sua forma humana mais uma vez e diz - Deixem as relíquias no chão e vão embora, ou preparem-se para SOFRER! SOFRER! SOFRER!

- Nossa, que intimidador – Disse Leopoldo, em tom de deboche.

- Não precisa ficar com medo, Leopoldo – Disse o atirador, com um sorriso malicioso no rosto.

- Mas eu não estou...

- Eu não sou um cara mal por isso vou deixar vocês ficarem com o seu ouro, desejamos apenas as relíquias, então poderiam por favor passa-las pra mim?

O atirador estende a mão, com um sorriso no rosto.

- Hã! Que ladrão gentil – Disse Synth.

- É uma troca justa não acha? – Disse a mulher.

- Hahaha! Acho que o mais justo seria eu permanecer com tudo que me pertence, seus vagabundos.

- Synth, não da pra ter tudo na vida cara – Argumentou o atirador. - O mundo é feito de perdas e dessa você perdeu, mas como eu sou bonzinho estou te dando a opção de sair dessa com alguma coisa.

- Hahaha Você é um cara muito engraçado, mas – Synth, puxa a darkwave. – Não vai rolar meu parceiro, se vocês querem tanto assim essas relíquias vão ter de passar por cima da gente.

Ao ouvir aquilo o atirador fica decepcionado, enche seus pulmões de ar e solta um longo suspiro gélido - Sendo assim, vamos à luta.

- Assim que se fala, mas antes será que vocês poderiam nós dizer seus nomes? Quero saber quem estou espancando.

- Justo, eu me chamo Therakin Bishop e essa ao meu lado é a minha esposa, Zoe Bishop.

- Oooh! Um casal de ladrões, pois bem eu serei seu oponente, Therakin, pessoal cuidem da Zoe.

- Com prazer, vamos ver do que essa ratazana é capaz.

- Farei você dobrar a língua, esqueleto maldito.

- Hahaha! Isso vai ser engraçado – Disse Joelsun, empunhando seu martelo.

A luta começa, Zoe se transforma numa coruja novamente, mas dessa vez com uma armadura de vento ao seu redor. Leopoldo não dá a mínima pra isso, ele saca seu peixe - espada e dispara contra a coruja, entretanto todos os seus projeteis congelantes são repelidos pela armadura de vento de Zoe.

- Sua arma é inútil contra mim – Disse Zoe, com um sorrisinho no rosto. - Minha armadura de vento pode repelir qualquer coisa, então não perca seu tempo tentando me congelar novamente.

- Não se preocupe - Disse Joel - Somos inteligentes e vamos encontrar uma forma ainda mais eficaz de acabar com a sua raça.

Zoe afasta suas asas para trás e diz – Talvez vocês consigam, mas em outra vida pois essa acaba agora.

Com um único bater de asas, a coruja lançou uma rajada de vento cortante na direção dos aventureiros, Leopoldo rapidamente se prontificou na frente de Joel e o defende da ventania, com seu escudo em forma de coração. Leopoldo conseguiu defender boa parte dos ataques, porém mesmo assim seu corpo esquelético sofreu severos danos.

O esqueleto baixa a guarda e encara Zoe olho no olho, ou quase isso.

- Hã! Acha que uma brisa suave como essa pode nós matar?! Vamos Joel, vamos mostrar pra essa ratazana do que somos capazes.

Leopoldo e Joel correm em direção a coruja. Synth e Therakin tomaram uma boa distância dos outros três, para poderem ter um duelo tranquilo. Por um bom tempo os dois homens apenas ficaram se encarando em silêncio, Synth com a mão no cabo da Darkwave, ainda embainhada, Therakin com um sorriso malicioso no rosto e o dedo no gatilho.

Therakin toma a iniciativa e ataca primeiro, disparando três vezes seguidas na direção de Synth, o aventureiro sem muita dificuldade, corta as balas ao meio e começa a correr em disparada na direção do atirador. Uma bala, apenas uma bala era suficiente para congelar o aventureiro, por esse motivo Therakin não se intimidou com a aproximação de Synth e continuo a atirar, com esperança de que pelo menos uma bala iria acerta-lo, entretanto nenhuma bala conseguiu atingir o aventureiro ganancioso.

Quando Therakin finalmente se deu conta que não iria conseguir congelar o aventureiro, ele tentou se afastar, porém agora era tarde, Synth já havia se aproximado demais.

Synth ergue sua espada pra desferir um golpe certeiro de cima para baixo – Você escolheu o cara errado para roubar, meu amigo.

Therakin usa seu rifle para defender o ataque de Synth – Acha que só porque chegou perto de mim a luta acabou?

- Sim – Disse Synth, pressionado sua espada contra o rifle branco.

- Hum! Não me subestime rapaz.

A força que Synth estava aplicando sobre o rifle era tamanha, que acabou gerando uma pequena rachadura na arma, mas antes que pudesse quebrar a arma ao meio, Therakin deu lhe um chute nas costelas, o primeiro chute não teve efeito algum, porém depois do quinto Synth finalmente começou a diminuir a pressão. Aproveitando-se do momento, Therakin dá uma coronhada na cara de Synth, deixando-o tonto, e outra em sua barriga, para empurra-lo pra longe. Em seguida, o atirador prepara-se para atirar a queima roupa.

- Só imbecis cantam vitória antes da hora.

Ainda meio tonto, Synth coloca a mão no cano do rifle.

- Hã! Acha que é a prova de balas? Anda tira a mão daí.

Usando o poder das manoplas, Synth quebrou o rifle no meio, jogou o pedaço da arma para longe e ergueu sua espada, com as duas mãos, determinado a dar o golpe decisivo dessa vez. Sem sua arma Therakin não poderia se defender do ataque de Synth, o atirador então decidiu usar seu próprio braço como escudo.

A espada se choca com o braço, porém algo inesperado acontece.

– O que?! - A Darkwave não foi capaz de cortar o braço do atirador, na verdade ela nem ao menos conseguiu cortar seu casaco branco.

Therakin congela seu punho livre e dá um belo soco na cara de Synth, o soco congela metade do rosto do aventureiro e o joga para longe.

- Eu tentei ser um cara legal com você Synth e é assim que você me retribui, quebrando minha arma no meio, como eu vou trabalhar agora?

Synth dá um tapa no próprio rosto para quebrar o gelo, apoia as mãos nos joelhos e começa se levantar, lentamente do chão.

- Minha lâmina tem a fiação rosa – Disse o aventureiro, confuso. - Ela deveria ser capaz de decepar seu braço com um único golpe.

- Isso realmente teria acontecido, se meu casaco fosse feito de poliéster ou algodão.

Therakin abre os braços e flocos de neve começam a cair das suas mangas - Meu casaco é feito puramente de gelo.

- Hã! Então você possui o incrível poder de criar roupas feitas de gelo? Sendo assim por que não virou um alfaiate ao invés de um ladrão?

- Eu tentei ingressar nessa carreira, mas tive de abandonar quando uma senhora quase morreu de hipotermia ao vestir um dos meus casacos.

- Entretanto, roupas não são a única coisa que consigo criar a partir do gelo.

O atirador transforma o pedaço do rifle na sua mão em um bloco de gelo, com um buraco no meio, em seguida ele pega um saquinho cheio de pólvora na sua cintura e joga no buraco. Após alguns segundos de espera, o bloco de gelo se transforma num revólver.

- Minha habilidade se chama ‘’ Alquimia abaixo de zero’’ Posso criar qualquer coisa combinando gelo e outro material, como a pólvora para criar armas de fogo. Quanto maior à arma, mais pólvora é necessário.

- Interessante, essa habilidade é muito interessante mesmo, só o nome que é uma merda. Mas me diz aí você consegue fazer picolé?

- É claro, entretanto os meus tem um toque especial – Therakin aponta o revólver para Synth – Eles são em forma de bala.

Synth sorrir, empunha sua espada e diz - Hahahaha! Estou louco para prova-las.

Therakin atira, Synth se prepara para corta a bala ao meio, porém ao tentar fazer isso novamente ele é surpreendido, ao colidir com a lâmina negra o projetil explodiu, fazendo com que a espada volta -se na direção de Synth, quase abrindo seu nariz no meio.

- Mas que merda de picolé é esse que explode? – Disse o aventureiro, com a mão no nariz.

Therakin assopra o cano do revólver para dissipar a fumaça cinza ao redor – É de uva, não gostou?

- Hm! Otário.

Synth olha para a Darkwave e nota que metade da sua lâmina foi congelada pela explosão. Usando o poder das manoplas o aventureiro quebra o gelo da espada, em seguida da alguns golpes ao vento, terminando o treino apontando a espada para Therakin.

- Eh! Caso você não tenha percebido ainda, não dá para cortar essas balas tipo, elas explodem sabe – Disse o atirador.

- Eu já entendi isso não sou burro, só estava limpando a espada para guardá-la - Synth embainha a Darkwave e ergue os punhos em seguida. – Agora eu vou na mão.

- Tudo bem - Disse Therakin dando de ombros.

Therakin aponta à arma na direção de Synth e atira sem dó, a intenção do aventureiro era refletir as balas usando as manoplas, porém seu plano fracassou totalmente, as balas explodiram e congelaram as manoplas. Therakin continuou atirando até congelar os dois braços de Synth, seus braços pesavam tanto que o aventureiro caio de joelhos no chão.

- Você realmente achou que isso iria dar certo?

- Bem, uma vez eu vi uma amazona fazendo isso... Pensei que daria certo.

- Haha! Patético.

Therakin atira em Synth até descarregar à arma completamente, ele então começa a carrega-la novamente, jogando um pouco de pólvora em cada slot do tambor do revólver.

- Que saco, se você não tivesse destruído o meu rifle eu poderia ter te congelado com um único tiro, agora vou precisar descarregar o revólver em você algumas vezes para poder congela-lo completamente.

Synth tenta dizer algo, porém seu queixo treme tanto que ele acaba não consigo falar.

- Não se preocupe irei congela-lo só até o pescoço, você ficara vivo e poderá sair daqui em... 4 dias? É acho que em 4 dias o sol sorridente já deve ter descongelado você.

- Va-va-va-va-va-vá se foder – Disse o aventureiro, com o queixo tremendo.

- Ei! Desde o início eu disse para entregar as relíquias numa boa, se você está nessa situação agora a culpa é toda sua, meu amigo.

- Mas não esquenta não, em breve seus amigos estarão aqui pra te fazer companhia.

A luta contra Zoe também estava prestes à acabar, mas, com a vitória para o lado dos aventureiros. Zoe estava caída no chão em sua forma humana, cheia de arranhões pelo corpo causados pela adaga de Leopoldo, o esqueleto está de pé ao lado de Joelsun ambos ofegantes, completamente esgotados.

- Arf! Arf! Arf! Eu disse que um ventinho desses não iria nós matar – Disse Leopoldo, colocando à adaga de volta na cabeça.

- Por que temos sempre que lutar? -Disse Zoe, com um punhado de areia na mão, derramando o lentamente no chão. – Não importa o que eu diga ou o que eu faça, no final nada é capaz de impedir um conflito sangrento de acontecer. Será que não poderíamos ter resolvido isso de outra forma?

- Que papo é esse agora? – Disse Leopoldo. – Antes da luta começar tu queria cortar minha língua fora e agora virou pacifista do nada, por acaso a pancada que Leopoldo deu na sua cabeça foi forte de mais?

- SEU IMBECIL! – Disse Zoe, levantando do chão zangada. – Eu estava tentando intimidar vocês para não rolar conflito, mas novamente isso não resolver, nunca resolve, vocês aventureiros só respeitam a força e nada mais.

Leopoldo ficou irritado com a fala de Zoe, por mais que a sua falta de expressão facial não demonstre.

- Por qual motivo as nossas relíquias são tão importantes? – Indagou Joelsun.

Zoe encarou Joelsun, com um olhar logo melancólico, como se estivesse sentido culpa de algo. Ela fecha os olhos e respira fundo, utilizando o vento ao seu redor Zoe começa a cria um redemoinho de areia envolta de si mesma.

- Chega de papo, nada que eu diga irá faze-los abrir mão das relíquias, então as pegarei a força.

Zoe novamente se transforma numa coruja, o redemoinho de areia ao seu redor fica maior e mais poderosos, os aventureiros tentam fugir, mas acabam sendo puxados para dentro dele. Girando e girando dentro do redemoinho, Leopoldo e Joel são acoitados sem dó pela areia grossa do deserto. Para criar o redemoinho Zoe teve de abrir mão da sua armadura de vento, Leopoldo nota isso e rapidamente saca seu peixe espada, o esqueleto dispara e acerta a coruja em cheio.

Ao ser atingida Zoe desfaz o redemoinho e cai no chão, com sua asa esquerda ferida, por estarem girando muito rápido os aventureiros acabaram voando para longe, Leopoldo é arremessado na direção de Therakin, por estar muito ocupado congelando Synth, o atirador não sentiu a presença do esqueleto se aproximando rapidamente, isso até o momento em que ele atingiu as suas costas, os dois então rolaram juntos por alguns metros.

Joel foi arremessado na mesma direção de Leopoldo, porém o sapinho acabou colidindo com Synth ao invés de Therakin, o impacto de Joel criou várias rachaduras no caixão de gelo, usando o poder das manoplas Synth tentou quebrar o caixão por inteiro e conseguiu.

- O-o-o-o-o-o-obrigado pela a-a-a-a-ajuda, Joel – Disse Synth, tremendo de frio.

Joel ainda está completamente tonto por conta do impacto, por isso não ouviu uma única palavra de Synth. Leopoldo e Therakin estão deitados de cara para o chão, ambos levantam a cabeça ao mesmo tempo e notam que o revólver de gelo está bem a sua frente, os dois trocam olhares rapidamente e partem em disparada para pegar à arma.

- Perdeu parceiro – Disse Leopoldo, apontando o revólver de gelo para Therakin.

O atirador ergue os braços, flocos de neves começam a cair das mangas do casaco.

– Você é bem ágil, conseguiu pegar o 38 antes de mim, mas isso de nada adiante se você não for capaz de suporta o frio.

- Que frio? – Após fazer essa pergunta, repentinamente o cabo do revólver foi ficando cada vez mais frio, chegando ao ponto de queimar a mão de Leopoldo.

- Ui! Ui! Ui! Que quente!!!

Leopoldo larga à arma no chão e chacoalha a mão, Therakin rapidamente congela seus punhos e parte pra cima dele, sem dar chance alguma para o esqueleto sacar sua adaga. Além de um excelente atirador, Therakin demonstrou ser um exímio pugilista, seus socos rápidos e precisos pouco a pouco vão congelando Leopoldo. Percebendo que se a situação continua-se desse jeito em breve ele não conseguirá se mexer, Leopoldo usou toda sua força para levantar seu escudo no momento exato do soco de Therakin, o choque fez o atirador parar por alguns segundos, tempo suficiente para Leopoldo sacar sua adaga e revidar os ataques.

Therakin antes tão confiante e agressivo agora estava totalmente na defensiva, completamente imponente perante a velocidade surreal do esqueleto, nem mesmo seu casaco de gelo era capaz de aguentar tantos ataques, ao ver as rachaduras na sua roupa crescendo Therakin optou por fugir, ele então abriu sua guarda e cuspiu neve no rosto de Leopoldo deixando-o temporiamente cego enquanto fugia para longe.

- AHHHH! Cuspe gelado que nooooooooojo!

- Você está bem Leopoldo? – Disse Synth, correndo junto com Joel na direção do esqueleto.

- NÃO! Eu me sinto sujo, preciso urgentemente de um banho.

O aventureiro olha para Therakin, com a coruja em seu ombro e diz

- Vocês perderam agora caiam fora, outro dia a gente pode repetir a dose, mas agora eu estou com presa.

- Calma aí Synth, você está muito nervoso cara – Disse Therakin craftando um novo revólver. – Deixa eu esfriar a sua cabeça.

Zoe sob aos céus e cria uma nova armadura de vento - Continuaremos a lutar até conseguirmos o que viemos pegar.

- Que saco – Disse Synth.

Therakin explode o bloco de gelo, pega seu novo revólver e começa a atirar nós aventureiros, Leopoldo rapidamente se prontifica na frente de Synth e Joel para protege-los, com seu escudo. Entretanto os tiros explosivos não eram a sua única preocupação, dos céus Zoe mandava rachadas de vento para quebrar a guarda do esqueleto, porém Leopoldo resistia bravamente a tudo.

- Ai! Joel – Gritou Synth em meio a ventania.

- O que?

- Me empresta o seu martelo.

Joelsun rapidamente percebe as intenções de Synth e o adverti – Isso não vai funcionar, à armadura de vento dela pode rebater até mesmo o meu martelo, para derruba-la eu precisei da um golpe direto em seu corpo.

- Nhá! Não funcionou porque você não jogou com força suficiente, dá o martelo pro pai aqui que eu resolvo.

O sorriso maligno de Synth só fez aumentar o receio do sapinho em entregar o martelo. Repentinamente a ventania se intensifica.

- Rápido! Dei-me o seu martelo!

- Está bem, mas se quebrá-lo terá de arranchar uma nova arma para mim.

- Haha! Relaxa, irei devolver seu martelo inteirinho, ou pelo menos metade dele.

Synth ativa o poder das manoplas e começa a girar o martelo em alta velocidade, após carregar o ataque por um tempinho ele lança o martelo na direção de Zoe, que não se preocupou em desviar, pois tinha plena certeza de que à arma não iria atingi-la, pelo menos foi o que ela pensou. Synth arremessou o martelo de Joelsun tão rápido, que ele foi capaz de atravessar à armadura de vento atingido Zoe em cheio, com a coruja fora de combate a ventania cessou.

- QUERIDA! QUERIDA! ACORDE POR FAVOR! – Gritava desesperado Therakin, segurando Zoe em seus braços.

- SEU MALDITO!!! VOCÊ MATOU A MINHA ESPOSA!!!

- Perai amigo – Disse Synth. – Eu tomei cuidado para não exagerar na força, sua mulher está bem, calma, ela apenas desmaiou.

Assim como o aventureiro havia tido, Zoe estava desmaiada e após alguns segundos ela acordou, ainda meia tonto por conta do impacto.

- Está vendo.

- Querida, você está bem?

- S-sim, só estou um pouco tonta.

- Ainda querem lutar contra nós? – Disse Leopoldo, com os braços cruzados.

Therakin se irrita com a provocação do esqueleto, porém antes que ele pudesse fazer algo, Zoe disse.

- Não podemos vence-los, vamos... Vamos embora.

- Tem certeza?

- É o melhor a ser feito, não podemos nos arriscar mais que isso.

- Escuta a sua mulher, Therakin – Disse Synth. – Ela tem razão, outro dia a gente brinca mais, agora só vai embora cara.

O atirador se levanta do chão e aponta o revólver na direção dos aventureiros, em seguida ele respira fundo, gira à arma e a guarda dentro do casaco.

- Não pense que eu desistir, voltarei mais cedo do que você possa imaginar.

- Mal posso esperar para lutar contra você novamente – Disse Synth, sorrindo.

Therakin sorri de volta antes de ser pego pelos ombros por Zoe, transformada numa coruja gigante, e então o casal vai embora voando pelos céus. 

Compartilhar: